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Brasília

Freio no crescimento sem ordem

Arquivo Geral

31/10/2013 9h50

A discussão sobre a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos) continua. Cerca de 300 moradores de Taguatinga e Vicente Pires   participaram de audiência  sobre o tema – uma oportunidade de conhecer e  propor alterações para o projeto. Hoje também tem encontro na Quadra Esportiva do Paranoá, às 19h.

 

 

Entre os diversos assuntos abordados na audiência em Taguatinga está o comércio local. “Hoje em dia não conseguimos ter acesso às lojas comerciais porque se constroem edifícios nas ruas. O comércio vai falir se continuar esse caos”, alertou o presidente da Associação Comercial e Industrial de Taguatinga, Justo Magalhães. 

 

Assim como em Taguatinga, audiências têm sido promovidas em todo o DF

 

 

Para ele, a cidade não tem mais espaço físico para comportar empreendimentos imobiliários de forma desordenada. “Queremos proibir que sejam feitas novas edificações nas esquinas das áreas residenciais. Queremos também que o Setor Industrial de Taguatinga volte a ser como era antes, restrito às indústrias, sem casas”, completou. 

 

 Outro ponto discutido na audiência foi o meio ambiente. Para o presidente da Federação de Prefeituras e Associações do Parque do Cortado, Joadson Lustosa, a Luos deve rever a poligonal do parque. “O Parque do Cortado fica entre Ceilândia, Taguatinga e Samambaia e foi criado para proteger  nascentes. Mas ele está sendo ocupado por invasores e já tem edificações. Com a Luos, temos a oportunidade de rever a poligonal do parque”, disse. 

 

Infraestrutura


 Vicente Pires também foi objeto de discussão na audiência. Segundo o presidente da Associação dos moradores e dos produtores rurais de Vicente Pires, Euclides Ferreira, a reivindicação é para que haja melhoria na infraestrutura do local. “Nós queremos a preservação das áreas para a implementação de equipamentos públicos  como hospitais e escolas. Temos área suficiente para isso. Pedimos que as autoridades enxerguem com bons olhos a região”, frisou. 

 

Ponto de vista

 

Para o coordenador do Movimento Taguatinga Unida (Movitu), Ronaldo Seggiaro,  se a Luos cumprir o que propõe, será muito boa para a cidade. “Nosso sonho é que haja investimento em Taguatinga, como, por exemplo, calçadas decentes, para que uma mãe possa caminhar com seu filho no carrinho de bebê tranquilamente, com acessibilidade e segurança. Aí sim poderemos dizer que Taguatinga é uma boa cidade”, afirmou.

 

Proposta é bem recebida pelos moradores

 

 A advogada Luci Leles mora há sete anos em Taguatinga e afirma que a cidade está uma confusão. “Não sabemos se em uma certa área pode funcionar comércio, se na área de comércio pode funcionar residência”, observa. Para ela, a Luos vem para definir todas essas questões.  

 

De acordo com o corretor de imóveis Benedito Paulo Rodrigues, a preocupação é com as poligonais de Taguatinga. “A cidade está se transformando em um canteiro imobiliário na área de residência, mas estamos nos esquecendo da  indústria e do comércio”, disse. “Por isso, sou a favor de projetos que venham humanizar a cidade”, afirmou o corretor imobiliário.

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