Fabiana Mendes
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Um em cada cinco brasilienses vive a insegurança alimentar. Isso significa que tiveram de reduzir a quantidade de comida e até mesmo passaram fome algum dia. Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre segurança alimentar, com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), mostra que, em 2009, 609 mil têm problemas com falta de comida.
Em 2004 os casos extremos de fome atingiam 267 mil no Distrito Federal e em 2009 eram 172 mil, portanto, houve uma redução significativa. Entretanto, a situação ainda é preocupante. Segundo a gerente da Pnad, Maria Lúcia Vieira, houve queda devido a programas sociais, aumento de pessoas com carteira assinada, aumento do salário-mínimo e outras políticas públicas. “Mas ainda temos muita gente que passa fome. Precisamos de mais investimentos para combater isso”, avalia.
O IBGE trabalha com três graus de insegurança alimentar, que acontece quando a qualidade ou a quantidade de alimentos é insuficiente. Segundo a nutricionista especialista em segurança alimentar, Muriel Gubert, a insegurança leve considera a preocupação quanto à falta de comida e a qualidade inadequada dela. A moderada se relaciona à redução da quantidade de alimentos entre adultos; e a grave, quando há redução da quantidade entre crianças e situação de fome para qualquer pessoa da família.
Desigualdade
Gubert explica que pessoas que têm de diminuir a comida ou ficam sem ela estão na linha da pobreza, com renda de meio salário-mínimo per capita. O índice maior de pessoas nesse grau está na zona rural. “Uma área onde se planta o alimento é onde a fome é maior, e não deveria ser. Então, a insegurança está ligada à renda e não ao acesso ao alimento”. A pesquisa indica que quanto maior a renda e a escolaridade, menor é a chance de passar fome.
O estudo mostra que a falta de alimentos não preocupa grande percentual da população. Nesse ranking nacional, o DF está em quarto lugar com 76,3% das pessoas. Perde para o Paraná (77,5%), Rio Grande do Sul (78,4%) e Santa Catarina (83,7%).
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