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Focos de incêndio já somam 3,2 mil ocorrências no DF

O mês de setembro é um dos mais críticos do ano, segundo o tenente-coronel Hugo Aritomo Silva, do GPRAM

Queimada próxima ao posto flamingo em Sobradinho (Divulgação/foto: João Victor Canizares)

Vinícius Braga Milhomem e Vinícius Pinelli
(Jornal de Brasília / Agência de Notícias UniCEUB)

Planaltina, Sobradinho, São Sebastião e Brazlândia são as regiões administrativas do Distrito Federal com o maior número de ocorrências registradas de focos de incêndio ativo desde o início da Operação “Verde Vivo” deste ano, segundo dados fornecidos pelo Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

Somente entre os meses de julho a setembro, foram mais de 3,2 mil ocorrências. O mês de setembro é um dos mais críticos do ano, segundo o tenente-coronel Hugo Aritomo Silva, do Grupamento de Proteção Ambiental (GPRAM). “A quantidade de ocorrências que o CBMDF recebe para o combate de incêndio florestal, só perde para a quantidade de ocorrências de atendimento pré-hospitalar”, pontua o oficial. 

 Além das ocorrências de queimadas nessas regiões, o Parque Nacional de Brasília sofreu um incêndio de grandes proporções na 2º semana do mês e segundo o tenente-coronel Hugo , a estação ecológica de águas emendadas corre o risco de um incêndio pior. “Como é uma área que não queima a muito tempo, caso ocorra um incêndio lá, poderá se tornar um incêndio de grande proporções”, explica o oficial. 

Operação Verde Vivo

A operação, que ocorre desde 1999, consiste na conscientização da comunidade e no combate ativo de incêndios durante o período de estiagem, a umidade relativa do ar é acompanhada pelos militares desde o começo do ano. 

A operação é dividida em 4 fases, sendo a 1º fase, de abril a maio, a mobilização dos militares para a conscientização da comunidade e capacitação dos bombeiros para a defesa do cerrado, por meio de palestras e blitz educativas. 

Já a 2º fase, de junho a julho, é o início da mobilização dos militares para a prontidão no combate contra os focos de incêndio por toda a área do DF.

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A 3º fase, de agosto a outubro, normalmente é a época mais crítica do ano, por conta da baixa umidade do ar os casos de queimadas crescem e é necessário uma maior mobilização dos militares..

Durante o mês de novembro entra a 4º fase da operação Verde Vivo, a desmobilização gradual dos militares para o combate dos incêndios florestais.

Imagem: Marcelo Pinelli Fonte: PRODES INPE

Mobilização da GPRAM em cada fase.

1º Fase: Conscientização da comunidade

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139 militares foram mobilizados para os preparativos de combate a queimadas nas áreas florestais.

2º Fase: Início do período de estiagem

Mais 125 militares entram como reforço para o combate dos focos de incêndio ativos, por conta do início da seca.

3º Fase: Período crítico da seca

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Para combater o período mais crítico do ano, são mobilizados mais 120 militares e é implantada a gratificação de serviço voluntário, os militares ganham a mais por hora extra, pois nessa fase o combate noturno é necessário. No total 384 bombeiros do GPRAM foram convocados para o combate às queimadas.

4º Fase: Alívio das chuvas

Todos os militares convocados estão de prontidão até o início do período de chuvas e a umidade do ar aumenta novamente. Nessa fase o número de queimadas diminui. 

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Imagem: Corpo de Bombeiros DF

Cada ponto colorido espalhado pelo mapa do DF representa focos de incêndios ativos, que foram registrados. Cada cor representa um Grupamento de Bombeiros Militar(GBM) e cada área possui o seu GBM especifico, para facilitar o combate das chamas.

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