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Brasília

Filha do casal Villela teme interrupção da nova linha de investigação

Arquivo Geral

21/11/2010 12h13

Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br

 

Diante das acusações levantadas pela delegada da Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida), Mabel de Faria, contra a arquiteta Adriana Villela, apontada pela delegada como sendo autora do crime da 113 Sul, a filha do casal assassinado decidiu mostrar sua indignação e enviou para a imprensa um relato que mostra a sua versão sobre o final de semana do crime, que teve como vítimas o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral, José Guilherme Villela, sua mulher, a advogada Maria Carvalho Mendes Villela e a principal empregada do casal, Francisca Nascimento da Silva, mortos em 28 de agosto do ano passado, com 73 facadas.

 

Em seu relato, intitulado “Com quantos paus se faz uma barca furada?”, Adriana Villela teme que a linha de investigação levantada pela 8ª Delegacia de Polícia, que culminou na confissão de duas pessoas, Leonardo Alves e Paulo Santana, que teriam matado o casal e a empregada, seja abortada pela Corvida. Para justificar seu receio, a arquiteta chama atenção para o fato de a Corvida, segundo ela, nunca ter ouvido o ex-porteiro Leonardo Alves, ainda que por diversas vezes Adriana tenha falado sobre a necessidade de investigá-lo.

 

Na edição de ontem, o Jornal de Brasília mostrou a versão da delegada Mabel de Faria sobre o comportamento de Adriana Villela no final de semana do crime. Além de caracterizá-lo como sendo típico de criminoso, Mabel também levantou dúvidas que foram respondidas pela arquiteta. Em entrevista coletiva, a delegada afirmou que Adriana teria justificado a presença de suas digitais no escritório da mãe porque tinha estado no local para pegar um cheque, com intuito de pagar uma dentista. No entanto, segundo Mabel, a dentista só recebeu o dinheiro esse ano, e por transferência bancária.

 

Outros cheques

“Embora essa dentista investigada, Ana Maria Lamy, tenha recebido deposito bancário em janeiro, havia outra, do CNB, que recebeu três cheques de sua mãe, pré-datados de R$ 250, assinados por Maria Villela e preenchidos por Adriana, a pedido dela na ocasião”, escreveu o advogado de defesa de Adriana, Rodrigo Alencastro.

 

 

Leia mais na edição deste domingo (21) do Jornal de Brasília

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