Conhecido pelas grandiosas festas que promove no Rio de Janeiro, o ex-jogador e deputado federal Romário (PSB-RJ) não deixou por menos em Brasília e montou uma megaestrutura para receber convidados em sua casa na QL 24, Conjunto 9 do Lago Sul. O problema é que o “Peixe” esqueceu de combinar com a vizinhança, que não gostou nada das centenas de carros fechando as garagens de suas casas.
Apesar de a organização da festa negar à reportagem que se tratava de um evento pago, cada um dos “convidados” teria que desembolsar R$ 200 pelo ingresso. Nas portas das casas dos vizinhos do Baixinho, carros importados faziam fila e bloqueavam a passagem e o acesso a garagens.
A atitude incomodou os moradores, que chamaram a polícia para controlar a bagunça. “A festa, que deve ser uma rave, teve início no meio da tarde. Quando cheguei não consegui entrar e tive que deixar meu carro na casa de um vizinho”, conta Agnelo Carvalho, 50 anos, que mesmo colocando cones na porta da garagem, acabou com um Porsche, sem placas, atrapalhando a entrada.
Acionado, o Batalhão de Trânsito foi ao local e multou todos os veículos estacionados irregularmente. O sargento Roberto Carvalho explicou que o Porsche sem placa não deveria estar circulando, mas a ausência de um guincho e de agentes do Detran no local não permitiu o recolhimento do carro.
Um dos supostos organizadores da festa, que se identificou como Sandro, afirmou que era uma festa particular, sem a cobrança de entrada, e que ninguém da família falaria. “Não tem ninguém matando ou roubando. Vai prender os mensaleiros!”, esbravejou Sandro, visivelmente alterado.
Outras pessoas próximas a ele direcionavam palavrões à PM, destacando que eles não deveriam estar ali “perturbando”.
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A Agefis confirmou que para a realização de festas pagas em áreas residências é necessário informar a administração regional. A agência diz que não foi notificada pela administração local e que sua equipe, reduzida aos fins de semana, agenda as ações.