Da Redação
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Desde o anúncio da transferência dos artesãos da Torre de TV para a nova estrutura construída próximo ao monumento, polêmica e dúvidas sobre o processo geram muita discussão. Dados publicados no Diário Oficial do Distrito federal (DODF) do dia 27 de agosto, pela Coordenadoria de Cidades, mostram que nenhum expositor da feira apresentou a documentação completa, segundo os critérios estipulados pela coordenadoria. Os feirantes reclamam do excesso de burocracia e, na segunda-feira, realizaram uma passeata até o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Eles pretendem entrar com um mandado de segurança contra o processo de transferência para a nova feira, construída entre a Torre de TV e o Complexo Cultural Funarte, no Eixo Monumental.
Para o assessor da Coordenadoria de Cidades, Luiz Fernando Figueira, os processos não exigem tanta burocracia. De acordo com ele, são apenas duas certidões e três declarações. “Todos os boxes foram vistoriados para saber quem eram de fato os feirantes que estavam há mais tempo. O decreto não tem problemas. Quem estiver irregular tem que se acertar”, disse.
Francisca do Rosário, de 64 anos, ficou assustada ao ver a nome na lista dos indeferidos. Ela está na Feira da Torre há 27 anos e se preocupa com o tamanho e a forma de ventilação da banca que vai receber, se ainda for possível entregar a documentação. Ela retira o sustento da família das vendas. O marido é artesão e ainda há uma funcionária que trabalha com eles. “Tenho uma filha pequena. Se não for por aqui não sei o que farei”, disse. Ela dispõe de uma aposentadoria, mas diz que não é suficiente para sustentar a família.
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