Gabriella Bontempo
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Cedidas para servir de apoio a carroceiros, as áreas dos currais comunitários do Distrito Federal viraram abrigo para famílias inteiras. O Jornal de Brasília percorreu quatro regiões administrativas para conhecer a realidade de quem usa essas áreas. Em duas delas, cenas chocantes de pessoas e animais convivendo no mesmo espaço, sem nenhuma infraestrutura básica.
Em Santa Maria Norte, cerca de 40 pessoas se dividem entre as baias e barracos de madeira improvisados. O único apoio que os carroceiros da área recebem da administração regional é um caminhão-pipa, que abastece o curral três vezes por semana. A catadora de materiais recicláveis Jânia Rodrigues Barbosa, 33 anos, conta que os trabalhadores mudaram para o local depois que alguns cavalos foram roubados. “Aconteciam muitos roubos por aqui e chegou a ter incêndio também. Mesmo pagando guarda, não resolveu nada, porque as nossas coisas eram levadas. Por isso, decidimos nos mudar para o curral”, explica.
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