Um grupo criminoso formado por uma dona de casa, Luzinete Martins Leite Novaes, e os dois filhos, Návero e Luclícia Pacífico Leite, de 30 e 35 anos respectivamente, foram detidos pela polícia, acusados de roubo de joias.
A família era investigada desde o ano passado. Segundo a polícia, os principais casos de compra das joias usando cheques de contas-correntes já encerradas, sem validade, contraordem ou sustados. Todos em nome de Luclícia.
Quando o pagamento por meio de cheque não era aceito pelo comerciante, Luzinete, geralmente acompanhada pelo filho, agia com violência e grave ameaça contra o vendedor – que na maioria das vezes era mulher. A dona de casa atendia pelo nome de Tatiana, inclusive com o apelido de Tati.
O trio também agia subtraindo peças no momento em que elas eram oferecidas.
Ocorrências
Em um ano, pelo menos 15 ocorrências semelhantes de roubo de joias foram identificadas pela Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF). O delegado-chefe da unidade, Fernando César Costa, explica que após constatar valores econômicos razoáveis das joias, a família contratava pessoas que, armadas, abordavam as comerciantes no trânsito e na saída das casas onde vendiam a mercadoria.
Valores
Os valores de roubo variavam entre R$ 30 mil e R$ 200 mil. “Queremos identificar os responsáveis pela substração direta, que agiam armados. Para isso, vamos recorrer à técnica de inteligência”, destaca o delegado Fernando César Costa.
Identificação e penalidades
Pelo menos sete comerciantes já identificaram o trio.
Em razão de o comércio de venda de joias não ser regulamentado, a polícia ainda não tem indícios de possíveis receptadores. Contudo, a DRF acredita que no mercado ilegal o trio não teria proveito econômico alto caso revendesse as peças.
Eles foram indiciados por estelionato, roubo e furto qualificado.