A família do auxiliar de serviços gerais Antônio Pereira de Araújo, desaparecido há 114 dias, pediu ao Ministério da Justiça que a Polícia Federal investigue o caso. A pasta pediu dez dias para se pronunciar. Parentes alegam que fizeram isso porque as polícias Civil e Militar estão demorando em dar respostas.
Antônio sumiu depois de ter sido levado à 31ª DP (Planaltina), em 27 de maio, acusado de furtar a chácara de um policial militar. A última pessoa da família a vê-lo foi um irmão, ouvido ontem pela polícia civil.
Investigação
Segundo o advogado da família, Lairson Bueno, em entrevista à TV Globo Brasília, “até agora, não houve perícia das viaturas da PM, não houve georrastreamento das viaturas policiais, como ocorreu no caso de Amarildo, no Rio de Janeiro. Também não houve confronto de DNA, mesmo passados 110 dias do desaparecimento de Antônio”.
O desaparecimento é investigado pela Polícia Civil e o suposto envolvimento de policiais militares com o caso, pela corregedoria da PM.
Até agora, além dos parentes, a Polícia Civil ouviu dois agentes da delegacia de Planaltina e cinco dos seis PMs envolvidos. O sexto está de licença. A corregedoria não fala sobre o andamento das investigações.
Outros órgãos
Além do Ministério da Justiça, o advogado da família já acionou a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no DF. A secretaria afirmou que o caso será encaminhado à PCDF e ao Ministério Público.