Francisco Dutra
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Escapar. Como dizer que uma família escapou de um sequestro relâmpago, se parte dos bandidos continua a solta e com documentos pessoais das vítimas? Pois este é o drama vivido por uma família de São Sebastião, desde anteontem. Noite de sábado. José (nome fictício) esperava a esposa Bianca (nome fictício) voltar do trabalho, próximo da parada de ônibus, na Quadra 01 de São Sebastião. Na vigília, era acompanhado pelo filho do casal, Vitor (nome fictício) uma esperta criança de apenas três anos.
Quando a mulher entrou no carro, os abraços de reencontro foram apartados por três bandidos. Sob a mira de uma arma, a família foi obrigada a ficar no banco traseiro do veículo. “Eu dei bobeira. Fiquei muito tempo dentro do carro lá na parada. Não devia ter feito aquilo”, lembra o pai de família.
Segundo as vítimas, os bandidos estariam sob influência de drogas. Ameaças não faltaram ao longo de todo o sequestro. E por mais de uma vez, os bandidos teriam encostado a arma no rosto de José. De acordo com as vítimas, o objetivo dos bandidos seria o carro da família e eles estariam sendo levados para Planaltina.
O sequestrador que estava ao volante estava tendo problemas com a embreagem do veículo. E após muitas trocas de marcha equivocadas, o carro quase quebrou. Parando em uma churrascaria perto da cidade do Paranoá, os bandidos teriam resolvido beber cerveja enquanto mantinham as vítimas reféns. “Eles mandaram minha mulher ficar pedindo carona na pista. Queriam sequestrar outro carro”, conta José. Mas o plano da falsa carona não teve frutos, e os bandidos forçaram a família a seguir a pé pela rua.
A caminhada se tornou ainda mais assustadora quando os criminosos decidiram parar próximo a um matagal, nas imediações do Parque Vivencial do Paranoá. Um dos bandidos estaria pedindo “ajuda” pelo telefone celular, enquanto os dois comparsas revezavam na vigília das vítimas.
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