Um suposto erro médico acabou virando caso de polícia. A vítima é o aposentado Sérgio Nauar Lopes, 65 anos. Segundo a família do idoso, no último dia 1º de maio, ele teria caído de uma escada, fraturou três costelas, perfurou o pulmão e teve uma hemorragia interna. Em um primeiro atendimento em um hospital público, foi liberado sem que os problemas decorrentes da queda fossem diagnosticados. Depois, em um hospital particular, um possível erro de uma enfermeira na retirada de um dreno o fez ir parar na Unidade de Terapia Intensiva. Revoltada, a família registrou ocorrência na Polícia Civil. É a quarta ocorrência de erro médico desde fevereiro.
De acordo com relatos da filha da vítima, a dentista Viviane Lopes, 36 anos, o pai estava com a neta de quatro anos no colo quando se desequilibrou. “Ele sempre fez tudo. Cuida dos netos, os leva à escola, às atividades extra-curriculares e está sempre de bem com a vida. Ele estava tentando descer a escada com a neta e a mochila, quando uma vizinha tentou ajudar. Ele se desequilibrou e caiu”, contou.
Segundo a filha, quando ela chegou em casa viu o pai deitado no chão e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). “O socorro chegou, apesar de ter demorado, e fomos para o hospital”, disse.
Diagnóstico
O aposentado foi levado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde passou por diversos exames. “Ele fez tomografia do crânio, tirou diversas radiografias do tórax e da parte dorsal, mas fomos informados que nada estava errado e que ele poderia ir para casa”, lembrou.
Cerca de uma semana depois, a família percebeu que o Sérgio estava muito calado, até que não suportou a dor. “Corremos para o Hospital Santa Luzia e ficamos sabendo que havia três litros de sangue coagulado no pulmão dele, além das três costelas quebradas. Foi feita a internação e receitada a urgência da drenagem”, disse Viviane.
Segundo ela, o médico afirmou que o dreno deveria ficar no corpo do aposentado por quatro dias, mas aconteceu o inesperado. “Uma enfermeira entrou no quarto cerca de seis horas depois, afirmando que o dreno deveria ser retirado. Alguns minutos depois, ela foi chorando, desesperada, ao quarto. Pediu desculpas, alegando que tinha tirado o dreno do paciente errado”, afirmou a dentista.