Da Redação
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Imagine que um estudante se empenhe para conseguir uma bolsa de estudos em um curso técnico do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac-DF) e depois de um ano se profissionalizando, perto de concluir e ganhar o certificado, de repente, o curso acaba. É assim que os estudantes beneficiados pela bolsa descrevem a indignação diante da ameaça de o curso deixar de existir por falta de repasse de verba do Governo do Distrito Federal (GDF), o que não acontece há mais de quatro meses. A dívida, que se aproxima dos R$ 600 mil, estava prevista para ser quitada no início de setembro, mas o acordo ficou apenas no papel.
Os cursos técnicos disponíveis para a população são fruto de uma iniciativa do GDF. Criado em 2007, o Programa de Escolas Técnicas (Protec) surgiu por meio de um convênio firmado entre o Senac e a Secretaria de Educação, onde está estabelecido que o GDF deve arcar com 75% das despesas do programa e o Senac com os 25% restantes. Esse acordo, porém, nunca foi cumprido. “Para os cursos não deixarem de existir, o Senac sempre arcou com 100% das despesas, depois apresentava um relatório de gastos e o GDF ressarcia. Mas, desde maio, esse repasse não é feito”, informa a gerente do Núcleo de Educação Profissionalizante Técnica de Nível Médio do Senac, Kátia Cristina Soares de Moraes Correia.
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