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Brasília

Falta de fiscalização facilita a proliferação de táxi pirata no DF

Arquivo Geral

04/07/2012 7h10

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

 

A falta de fiscalização para o serviço e táxi no DF tem permitido a proliferação dos piratas, que tem se especializado na clonagem de veículos. Segundo a Secretaria de Transportes, cresce o número de casos denunciados de clonagem e pirataria no sistema. No Aeroporto JK, são constantes os flagrantes, segundo profissionais que atuam para coibir a prática, mas a pequena fiscalização –11 fiscais de Táxi para todo o DF–  gera prejuízos a taxistas permissionários e sérios riscos aos usuários.

 

O problema contrasta com a demanda por novas permissões, emitidas da última vez em 1979. O GDF publicou semana passada no Diário Oficial a  montagem da Comissão de Licitação de 646 novas permissões. Enquanto isso a irregularidade corre solta nas ruas do DF, e novos profissionais que poderiam adentrar o mercado para atender a demanda não tem essa permissão.

 

   Na manhã da última segunda-feira, por volta das 10h, taxistas perceberam um carro estranho, táxi com todos os detalhes de identificação como numeração de permissão, taxímetro e adesivo da Secretaria de Transportes, mas um GM Corsa de modelo mais antigo do que o permitido que se apresentava para uma corrida no Aeroporto Internacional de Brasília Jucelino Kubitschek. Eles teriam percebido e denunciado ao Batalhão de Policiamento de Trânsito da PM (BPTrans).

 

    Segundo o sargento Alexandre Muniz, do BPTrans, ficou visível a prática de irregularidade no caso. “O carro teve placa falsificada, sendo alterada de carro individual para placa vermelha, exclusiva de Táxis. Ainda utilizou taxímetro possivelmente roubado com registro raspado e copiou o documento de permissão que, na verdade é de outro veículo”, explicou o sargento Muniz.
 O carro foi apreendido no local imediatamente. O GM Corsa utilizava a autorização de outro veículo, um GM Astra que atua regularmente para o serviço. Porém, até o ano de fabricação do carro estava irregular. Os 3.400 táxis do DF tem média de três anos de fabricação, mas tem permissão para utilizar carros com até oito anos de fabricação. O táxi  clonado foi apreendido com dez anos de uso, prazo muito acima do permitido. Técnico do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), constatou que o taxímetro também foi adulterado.

 

Para Carlos Roberto Silva, de 26 anos, que desembarcou ontem em Brasília, a utilização de táxis piratas é um risco, que as vezes ele decide correr. “Já fiz uso destes transportes, sei que há perigo para nós mas as vezes na pressa vou como posso”, disse.
Para a subsecretária de Transporte Público Coletivo e Individual, Luciana Padilha, o problema é de difícil combate mas conta atualmente com as denúncias que aumentam cada vez mais, principalmente  por parte dos taxistas. “Eles não querem concorrência desleal e essas denúncias tem nos ajudado. Normalmente os profissionais conhecem os colegas e estranham quando pessoas diferentes entram no ramo ou descumprem os combinados de atuação nos pontos da cidade”, disse a subsecretária Luciana.

 

Ela confirma que cresceu o número de apreensões, o que traz mais segurança dos passageiros e melhoria ao trabalho dos profissionais, mas afirma que depende diretamente das denúncias. Segundo a subsecretária, os fiscais atuam de forma itinerante pela pequena quantidade de servidores– 11, que atuam nos mais de 20 pontos fixos de todo o DF.

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