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Brasília

Falta de definição do GDF deixa estudantes sem passe estudantil

Arquivo Geral

28/01/2011 7h24

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

Estudantes de escolas particulares, que  estão a menos de cinco dias do início do ano letivo e também de escolas públicas, que começam a estudar no dia 10 de fevereiro, continuam sem conseguir fazer uma nova carteirinha ou solicitar recarga do vale-transporte estudantil na Fácil. No próprio balcão de atendimento, os funcionários informam que  não estão mais autorizados, desde terça-feira, a fornecer e nem recarregar os cartões estudantis. O problema é que a Fácil não administra mais o serviço e o governo ainda não decidiu quem irá assumi-lo. Ontem,  a Assessoria de Imprensa do GDF informou que, por ser um assunto bastante delicado, o processo seria analisado com mais cuidado.

Por conta da falta de definições, ainda não há qualquer previsão de retorno do serviço. Na Fácil, os alunos são orientados a acompanhar o desfecho das negociações pela imprensa.

 

Transferência

A  Fácil alega que não pode mais fazer os atendimentos por conta da Lei Distrital 4.494, de 30 de julho de 2010, que transferiu a competência da realização desse trabalho para um órgão público ainda a ser definido pelo Poder Executivo, que deveria ter sido escolhido até o início do ano letivo pelo governo. Como isso não ocorreu,  mais de 160 mil alunos que começarão a estudar nos próximos dias podem ficar prejudicados e sem transporte para o colégio.

 

Além disso, a lei alterou a forma de manutenção do passe-livre. Ou seja, o GDF não deverá mais bancar integralmente o benefício, cabendo às   empresas de transportes públicos o pagamento de dois terços das despesas, enquanto o governo ficará com  o restante. A lei deveria ter entrado em vigor em janeiro deste ano.

 

Estudantes que estiveram nos últimos dois dias na Fácil para tentar se cadastrar ou fazer a recarga, ficaram indignados com a falta de informações e com o que consideram um desrespeito aos seus direitos. Apenas alunos da Universidade de Brasília, que ainda estavam em aula, conseguiam ser atendidos.

 

 

Leia íntegra da matéria na edição desta sexta-feira (28) do Jornal de Brasília

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