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Brasília

Exposições mergulham na história da Capital

Pela primeira vez, o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) participa oficialmente das festividades com duas mostras que ocupam um espaço de 2.500 m² no centro da Esplanada: “Alma e Concreto” e “A Cidade que Inventei”

Redação Jornal de Brasília

20/04/2025 15h18

alma e concreto e a cidade que inventei. foto matheus h. souza agência brasília

Fotos: Matheus H. Souza / Agência Brasília

Por Daniel Xavier
redacao@grupojbr.com

Brasília celebrou, no sábado (19), o início das comemorações pelos seus 65 anos com música, cultura e história. Mais do que os shows e atrações que movimentaram a Esplanada dos Ministérios, o destaque ficou por conta das exposições que proporcionam ao público um mergulho emocionante na construção da capital federal.

Pela primeira vez, o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF) participa oficialmente das festividades com duas mostras que ocupam um espaço de 2.500 m² no centro da Esplanada: “Alma e Concreto” e “A Cidade que Inventei”. A exposição principal, Alma e Concreto, é uma homenagem sensível aos trabalhadores que transformaram em realidade o projeto modernista de Brasília. Painéis imersivos, fotografias históricas e documentos resgatam a trajetória dos operários anônimos e dos grandes nomes que fizeram parte da construção da cidade. Ao lado dela, a mostra A Cidade que Inventei apresenta um acervo inédito de Lúcio Costa, urbanista responsável pelo Plano Piloto. O material foi recentemente repatriado digitalmente da Casa da Arquitectura, em Portugal, e mostra rascunhos e ideias originais do arquiteto, revelando nuances do processo criativo por trás da concepção de Brasília.

“As pessoas fazem a história, mas é o Arquivo Público que a preserva e revela o que foi essencial na construção da nossa capital. Com essa exposição, quem não viveu aquele momento pode se conectar com os verdadeiros protagonistas desse sonho que virou realidade: uma cidade que, 65 anos depois, é referência para o mundo”, afirmou o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, durante visita às mostras neste sábado (19). Segundo Elias Manoel da Silva, historiador do Arquivo Público, a participação do órgão representa um marco: “Esta será uma marca histórica para Brasília. É a primeira vez que um órgão com tamanha relevância e acervo participa diretamente das comemorações do aniversário da cidade. Falar sobre Brasília e mostrar ao público a importância de cada pioneiro na sua construção é garantir que esse legado continue inspirando futuras gerações”, afirmou.

A estrutura, aberta até hoje 21 de abril, deve receber mais de 500 mil visitantes. Além do conteúdo histórico, o espaço contará com áreas de descanso, sofás e ambientes de convivência, promovendo uma experiência acolhedora para quem quiser fazer uma pausa entre uma atração e outra. Para o superintendente do Arquivo Público do DF, Adalberto Scigliano, a iniciativa reforça o papel da instituição na preservação da memória brasiliense: “Nunca houve um governo que valorizasse tanto a memória da Capital Federal, e o Arquivo Público honra-se de ter sido convidado para liderar essas iniciativas”, declarou. Nesta segunda, haverá ainda o show das bandas Menos é Mais e Zé Neto & Cristiano. A entrada é gratuita e não há necessidade de retirada de ingresso.

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