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Brasília

Ex-secretário adjunto de Transporte pode ser preso caso não se apresente nesta terça

Arquivo Geral

10/10/2011 18h06

A polícia informou nesta segunda-feira (10) que deve pedir a prisão preventiva do ex-secretário adjunto de Transportes, Júlio Luís Urnau, caso ele não se apresente nesta terça-feira (11). Ele é investigado pelo envolvimento no suposto esquema de propina  cobrada pela Secretaria de Transportes em 2008 e 2009.

O ex-assessor especial do GDF, José Geraldo Melo, se entregou à polícia na manhã desta segunda e continua detido na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).  De acordo com o delegado da Divisão Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (DECAP), Dr. André Luiz Fonseca Sala, a casa do ex-secretário de Transportes, Paulo Cesar Barongeno, foi alvo de busca e apreensão na última sexta-feira (07).

De acordo com o delegado, o ex-secretário dos Transportes do DF, Alberto Fraga, prestou depoimento no último sábado (08). “Fraga negou as imputações, além de negar envolvimento com as cooperativas” diz.

O esquema era relacionado ao pagamento de propina aos gestores da secretaria para que a Cooperativa dos Profissionais do Transporte Alternativo do Gama/DF (Coopatag) pudesse operar com um lote de 50 micro-ônibus. Segundo Sala, não haviam lotes disponíveis depois que a Coopatag já havia efetuado o pagamento da propina, no valor de R$ 800 mil, para incorporar o sistema de transportes do DF. “Foi aberta uma sindicância na Secretaria de Transporte que cassou o lote da Cooperativa Brasiliense de Transportes Autônomos Escolares (Coobrataete) para abrir espaço para a Coopatag” informou.

Ainda de acordo com o delegado, outro detalhe chamou a atenção da polícia. Após o ocorrido, a Coopatag e a Coobrataete teriam entrado em um acordo de transferência dos seus créditos. A Coobrataete teria pagado R$ 2 milhões para incorporar o sistema de transporte. Porém segundo o delegado, 25% do dinheiro teria sido para o pagamento de propina. O lote da Coobrataete foi cassado e a transferência do dinheiro ocorreu em apenas 20 dias. “O processo foi rápido e incomum, isso não ocorre em 20 dias, mas sim semanas ou meses” afirma.

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