Carlos Carone
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Investigações que apuram uma série de irregularidades no Shopping Popular continuam sendo tocadas pela Polícia Civil do Distrito Federal. As últimas informações envolvem ameaças que feirantes estariam sofrendo por parte de pessoas ligadas à antiga associação do complexo. O grupo foi alvo de uma operação no fim do ano passado, quando cinco pessoas foram presas.
Ontem, o ex-presidente da Associação do Shopping Popular – que foi dissolvida após a Operação Fafnir II da Divisão Especial de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) – Caio Donato, foi alvo de mandado de busca e apreensão. Os policiais da Decap procuravam por uma arma de fogo que, segundo denúncias, poderia estar escondida na casa de Donato, que também é presidente do PRTB.
Nada foi encontrado, mas Donato foi ouvido ontem pela manhã. À reportagem, ele disse que tudo relacionado ao shopping seria uma manobra política. “O presidente nacional do partido (PRTB) me falou para tomar cuidado que fariam algo contra mim.”
Donato afirmou que pretende procurar o Ministério Público. “Marquei uma audiência com o promotor. Vou levar a ele as prestações de conta do shopping, da associação, tenho tudo. Inclusive já vou fornecer meu sigilo fiscal e telefônico, além dos sigilos dos meus filhos. Se quiserem posso levar também as microfilmagens dos cheques”, garantiu.
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