Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br
Desde a virada do milênio, a ascensão e queda da merla, o domínio pelo crack e a força sempre exercida pela maconha e a cocaína fazem parte de um relatório inédito elaborado pela Secretaria de Segurança do Distrito Federal. O levantamento aponta características que revelam o poder do tráfico de drogas na capital da República no decorrer da última década.
Em média, a cada ano, o DF registra a apreensão de 910 quilos de maconha e outros dez de cocaína, as principais drogas mais consumidas pelos usuários brasilienses. O mesmo mapeamento destaca a progressão no volume de prisões motivadas pelo tráfico de drogas em cada uma das 30 regiões administrativas do DF.
Berço da merla, o DF viveu o auge da droga, subproduto da cocaína, entre os anos 2004 e 2007, quando 620 apreensões foram feitas e dezenas de quilos do entorpecente foram retirados das ruas. Nos anos seguintes, a merla praticamente entrou em “extinção”.
Para se ter uma ideia, em todo o ano passado, apenas cinco quilos da droga foram apreendidos. Com curto período de validade – já que entra em estado de petrificação em poucos dias, caso não seja consumida rápido – a merla foi engolida pelo crack, que pode ficar armazenado durante meses em locais secos ou úmidos.
Leia mais na edição impressa desta segunda-feira (16) do Jornal de Brasília.