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Estudantes vão às ruas contra a redução da maioridade penal

Por Arquivo Geral 16/04/2015 12h31

Na manhã desta quinta (16), estudades da União Brasileira dos estudantes secundaristas (UBES), União Nacional dos Estudantes (UNE)  e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) realizaram uma marcha na Esplanada dos Ministérios. Os estudantes se concentraram em frente à Biblioteca Nacional e caminharam até o Congresso Nacional. Eles protestam contra a redução da maioridade penal, além de pedirem mais investimentos na educação. 

O protesto ocorre após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara ter aprovado, no mês passado, a Proposta de Emenda à Constiuição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. 

As entidades estudantis também querem uma reforma política com o fim do financiamento empresarial de campanhas, um plano de assistência estudantil para o ensino técnico e a reformulação do Ensino Médio no Brasil.

“Queremos que a agenda da juventude seja a prioridade. Queremos que a Câmara avance na reforma política democrática, com o fim do financiamento empresarial de campanha, invista em escolas e em cultura para a juventude. Queremos que os deputados cumpram o Estatuto da Criança e do Adolescente e não votem a redução da maioridade penal. Enquanto a Câmara quiser retroceder, nós iremos resistir”, afirma a presidente da UBES, Barbara Melo.

Uma comissão formada pelas entidades estudantis deverá realizar uma audiência com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e com o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros. O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, também deverá receber os estudantes, que apresentarão ao governo Dilma a pauta de reivindicações.

Tradição

Todos os anos, no meses de março e abril, as organizações promovem passeatas como parte da Jornada de Lutas da Juventude, que lembra a data de morte de Edson Luís, secundarista assassinado por militares no dia 28 de março de 1968, e a de nascimento do ex-presidente da UNE, Honestino Guimarães (28/3/1949), sequestrado e morto pela ditadura militar.

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