Não bastasse a criminalidade nos arredores dos centros comerciais e residenciais, os bandidos têm intensificado suas ações em áreas escolares. Osassaltos próximos de escolas, principalmente da rede privada, assustam alunos, pais, professores e a comunidade.
De janeiro deste ano até ontem o Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc) atendeu 229 ocorrências – 90% no perímetro escolar. São furtos, brigas, tentativa de roubo e homicídio, desavenças e discussões que terminam em caso de polícia. O índice representa 35,39% dos casos de 2012, quando o BPEsc foi solicitado 647 vezes.
O efetivo é considerado aquém da demanda. São 470 policiais para 1.090 escolas das redes particular e pública. O comandante do BPEsc, tenente coronel Fábio de Souza Lima, diz que nos setores onde há unidades do Batalhão Escolar o patrulhamento é reforçado por batalhões da PM: “Há policiamento, das 7h às 23h, mas cada escola registra, pelo menos, uma ocorrência por ano. Em 2012, o BPEsc apreendeu 32 armas de fogo com menores de idade.”
Segundo ele, em alguns casos a escola não registra ocorrência e não há como provar o aumento dos assaltos próximos.
Caio César Callasans, 17 anos, por exemplo, foi abordado no final do ano passado quando saía da escola na Asa Sul. Ainda perto do portão, o aluno do 3ª ano do Ensino Médio foi rendido por um jovem de bicicleta que estava com uma faca. “Ele me mandou entregar dinheiro e celular. Ele abriu um bolso da minha mochila e saiu com o telefone”, conta. “Agora, guardo o celular num local secreto da mochila. Registrei ocorrência na delegacia, mas vários alunos já foram assaltados em frente ao colégio”, lamenta.