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Brasília

Estudantes sofrem com a falta de segurança ao redor das escolas do DF

Arquivo Geral

30/05/2013 9h00

Não bastasse a criminalidade nos arredores dos centros comerciais e residenciais, os bandidos têm intensificado suas ações em áreas escolares. Osassaltos próximos de escolas, principalmente da rede privada, assustam alunos, pais, professores e a comunidade. 

 

De janeiro deste ano até ontem o Batalhão de Polícia Escolar (BPEsc) atendeu 229 ocorrências – 90% no perímetro escolar. São furtos, brigas, tentativa de roubo e homicídio, desavenças e discussões que terminam em caso de polícia. O índice representa 35,39% dos casos de 2012, quando o BPEsc foi solicitado 647 vezes. 

 

O efetivo é considerado aquém da demanda. São 470 policiais para 1.090 escolas das redes particular e pública. O comandante do BPEsc, tenente coronel Fábio de Souza Lima, diz que nos setores onde há unidades do Batalhão Escolar o patrulhamento é reforçado por batalhões da PM: “Há policiamento, das 7h às 23h, mas cada escola registra, pelo menos, uma ocorrência por ano. Em 2012, o BPEsc apreendeu 32 armas de fogo com menores de idade.”

 

Segundo ele, em alguns casos a escola não registra ocorrência e não há como provar o aumento dos assaltos próximos.

 

Caio César Callasans, 17 anos, por exemplo, foi abordado no final do ano passado quando saía da escola na Asa Sul. Ainda perto do portão, o aluno do 3ª ano do Ensino Médio foi rendido por um jovem de bicicleta que estava com uma faca. “Ele me mandou entregar dinheiro e celular. Ele abriu um bolso da minha mochila e saiu com o telefone”, conta. “Agora, guardo o celular num local secreto da mochila. Registrei ocorrência na delegacia, mas vários alunos já foram assaltados em frente ao colégio”, lamenta.

 
 
 
Celular barato e dentro da meia
 
 
 
 
 
 
Também aluno de uma escola de Ensino Médio da Asa Sul, Fellipe Silva Mendes, 18 anos, foi vítima de roubo próximo a um poste de iluminação bem em frente ao portão do colégio. Ele também estava indo até ao ponto de ônibus quando foi surpreendido por um homem que exigiu o celular e o Ipod. O estudante, claro, entregou os objetos. “Deixe de usar celular de maior valor por muito tempo. Agora escondo o aparelho na meia e dentro da calça da escola. Tenho medo de ser abordado novamente por alguém”, ressalta. 
 
Treinamento
 
A presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do DF (Sinepe-DF), Fátima Mello Franco, ressalta que porteiros e vigias nos períodos diurno e noturno cuidam da segurança interna dos colégios. Segundo ela, o Sinepe oferece cursos de capacitação para profissionais e funcionários de educação sobre a abordagem de desconhecidos. 
 
 
“O problema é de segurança pública em geral, uma vez que a criminalidade ascendeu em todas as áreas. No entanto, existe um contingente de policial no BPEsc menor do que a demanda. O número de policiais não dá conta da segurança. Eles atendem apenas de forma pontual o patrulhamento no entorno das escolas”, desabafa.
 
 

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