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Brasília

Estudantes encerram greve na UnB Gama

Arquivo Geral

01/04/2011 12h59

 

Reunidos em frente ao antigo Fórum da cidade, cerca de 400 estudantes da UnB Gama (FGA) decidiram terminar a greve iniciada na segunda-feira. A decisão foi por aclamação: o número de votos não foi contado em razão da grande maioria dos alunos terem aceitado por fim à paralisação.

 

Cristiano Starling, do Centro Acadêmico de Engenharia e um dos líderes do movimento, citou o que chamou de “vitórias” do movimento: a abertura da mesa de negociação com a reitoria, os relatórios sobre a obra que serão elaborados pela UnB e . Outro item mencionado e extremamente aplaudido pelos estudantes foi o documento assinado de próprio punho pela decana de Graduação, Márcia Abrahão, para assegurar que estudantes grevistas não sejam penalizados. De acordo com Cristiano a conversa de ontem contribuiu para o fim do movimento. “Finalmente conseguimos conversar de igual para igual com a Reitoria”, afirmou.

 

Logo depois da decisão um ônibus deixou o Fórum em direção ao Palácio do Buriti, onde estudantes da UnB Ceilândia protestam contra o atraso das obras. Diversos carros também deixaram o campus em direção a mobilização. Yuri Soares, representante do Diretório Central dos Estudantes, afirmou que a greve foi necessária e vitoriosa, mas que “a luta não terminou”. De acordo com Cristiano, o próximo passo é buscar uma negociação com o Governo do Distrito Federal, responsável por parte das pendências: a substação de energia será feita pela CEB, e a instalação definitiva do esgoto pela Caesb, assim como a passarela em frente ao campus e a segurança.

 

Para o professor Vinicius Rispoli o movimento foi importante. “No princípio não achava um bom movimento, mas achei muito válido. Acabou na hora certa”, afirma. O diretor da FGA, Alessandro Borges comemorou a reunião de ontem. “Isso aumentou a transparência e a comunicação e evita mal entendidos”. Ele afirma que os problemas não terminaram, mas que as negociações mostram avanço. “Ainda temos problemas técnicos, como o da lotação e o da segurança e vamos pedir ajuda à administração para resolve-los”, disse.

 

O aluno Guilherme Baufaker, que fez parte de uma comissão de informação sobre a greve nesta semana, afirma que agora os estudantes se vêem como entidades participativas: “Somos uma faculdade em formação. Não só física, como também de identidade”.  Na segunda-feira os alunos decidem junto aos professores, como irão participar do dia de protesto à frente da Reitoria. O ato foi decidido ontem em reunião da assembleia da Associação dos Docentes da UnB.

 

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