Menu
Brasília

Estudantes da rede pública se preparam para desafio nacional de matemática

Prova estimula o interesse pela Matemática e revela talentos que ganham oportunidades acadêmicas

Redação Jornal de Brasília

29/05/2025 16h29

Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF

Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF

Alunos da rede pública do Distrito Federal se preparam para participar, na próxima terça-feira (3/6), da primeira fase da 20ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), considerada a maior competição estudantil do país. Destinada a estudantes dos ensinos fundamental e médio, a olimpíada é promovida pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e busca despertar o interesse pela disciplina, identificar jovens talentos e ampliar o acesso a oportunidades acadêmicas.

A subsecretária de Educação Básica da Secretaria de Educação do DF (SEEDF), Iêdes Soares Braga, destaca a importância da competição: “A Obmep representa uma oportunidade única para nossos estudantes demonstrarem seu potencial em matemática e abrirem portas para o futuro acadêmico e profissional. Nossos resultados em 2024 mostram que estamos no caminho certo, mas sabemos que podemos alcançar ainda mais estudantes e desenvolver novos talentos.”

No ano passado, o Distrito Federal teve 9,7 mil estudantes classificados para a segunda fase da competição, com um total de 91 medalhas nacionais e 273 estaduais. Dezessete escolas e 18 professores também foram premiados, consolidando o papel da olimpíada como ferramenta de valorização do ensino e de descoberta de jovens com potencial.

Destaques da rede pública

Um dos destaques de 2024 foi o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 201 de Santa Maria, que liderou o ranking de medalhas no DF, com três medalhas de ouro e uma de prata. A diretora da escola, Dayse Cristina Salazar, atribui o sucesso ao esforço coletivo: “O mais importante é que todos abracem a causa – gestão, professores, alunos. Quando todos trabalham juntos por um objetivo comum, tudo flui melhor.”

Coordenador da Obmep na escola desde 2009, o pedagogo Hélio Carneiro Ferreira reforça a importância do engajamento contínuo: “Nosso trabalho é motivar os alunos e mostrar histórias reais de sucesso. No próprio site da Obmep há vários relatos inspiradores, que compartilhamos com eles como forma de mostrar um mundo de possibilidades.”

Ele também elogia o material oferecido pela organização: “O site oferece material didático excelente, com provas anteriores resolvidas e vídeos explicativos. Se os professores incentivarem o uso e os alunos se dedicarem, as chances de sucesso aumentam muito.”

Histórias que inspiram

A Obmep também transforma trajetórias individuais. Pedro Vitor Fernandes Soares, de 13 anos, estudante do 8º ano, conquistou medalha de ouro nacional em 2024 e hoje participa do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC), com bolsa do CNPq. Ele começou a se interessar pela olimpíada no 5º ano, atraído pelas oportunidades oferecidas: “Achei muito interessante porque no fundamental já tem tantas oportunidades boas, e eu pensava que isso só viria depois do ensino médio.”

Pedro desenvolveu uma estratégia própria de estudos, o “Teste de Nível Atual (TNA)”, com base em provas anteriores: “Você vai fazendo no tempo real da prova. As que acerta, deixa de lado. As que erra, estuda e refaz. Assim, você aprende com seus erros.”

Colega de idade e também medalhista, Arthur Marques Souto conquistou prata nacional. Ele diz que a Obmep mudou sua relação com os estudos: “Antes eu não gostava muito de estudar. Estudava por obrigação. Agora está muito mais fácil revisar conteúdo. Essas olimpíadas contribuíram muito para isso.”

Caminho para o ensino superior

Mais do que premiações, a Obmep abre portas concretas para o futuro acadêmico. Medalhistas têm acesso ao PIC, com aulas avançadas de Matemática e bolsa mensal de R$ 300. Além disso, o Impa A Tech reserva 80% das vagas para medalhistas de olimpíadas científicas. Universidades como USP e Unicamp também mantêm políticas específicas para ingresso desses estudantes.

A olimpíada é dividida em três níveis: nível 1 (6º e 7º anos), nível 2 (8º e 9º anos) e nível 3 (ensino médio). Escolas como o CEF Polivalente e o CEF 4 de Brasília vêm se destacando nos níveis 1 e 2, enquanto o CEM Setor Leste e o CEM 414 de Samambaia têm obtido bons resultados no nível 3.

Calendário da competição

A primeira fase da Obmep ocorre na próxima terça-feira (3/6), com a segunda marcada para 25 de outubro. Os vencedores serão anunciados em 22 de dezembro.

A expectativa da Secretaria de Educação é que os bons resultados de 2024 sirvam de incentivo para ainda mais estudantes da rede pública participarem e se destacarem na maior olimpíada escolar do país.

Com informações da Secretaria de Educação

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado