Uma estudante de 19 anos se apresentou na 29ª Delegacia de Polícia do Riacho Fundo I, nesta quarta-feira (20), alegando ter sido vítima de abuso sexual do técnico de enfermagem suspeito de tocar uma paciente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do Núcleo Bandeirante, na noite da última segunda-feira (18). A vítima disse a polícia que o abuso ocorreu em agosto, logo após o técnico ter aplicado uma injeção de Benzetacil na nádega. O caso é semelhante ao ocorrido no início da semana.
Segundo a polícia, a estudante moradora de Samambaia chegou na UPA às 00h30 do dia 13 de agosto, apresentando sinais de gripe forte e dores no corpo. Na ocasião ela foi atendida por um médico, que receitou as injeções, que posteriormente foram aplicanas na paciente. Em depoimento, a jovem afirmou que o técnico teria pedido que ela abaixasse à calça e deitasse em uma maca para receber o medicamento. Após a aplicação, ela disse que ele teria massageado o glúteo e tocado nas partes íntimas.
Após ser tocada, a jovem disse que vestiu a calça, foi até a recepção e foi embora com uma amiga. A jovem ficou em silêncio até ver o caso ser noticiado na imprensa. De acordo com a delegada-chefe da 29ª DP, Alessandra Lacerda, esse tipo de ação ocorre porque é dificilmente detectado em exames de corpo de delito. “Ele se utilizou do fato de que a injeção é dolorida para se aproveitar dela”, afirma.
A polícia acredita que possam haver mais vítimas. “Às vezes, a paciente fica em dúvida sobre os procedimentos, ou sente vergonha da situação e não denuncia. O certo é procurar à polícia”, alerta Alessandra Lacerda. Para a delegada, é “importante que às vítimas compareçam na delegacia para que o suspeito seja indiciado”.
O suspeito será indiciado por mais este crime. A pena prevista, se condenado, é de dois a seis anos de prisão, para cada caso. Os casos são distintos e serão julgados em diferentes momentos.