Sheila Oliveira
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As mortes por causas não naturais, como homicídios e acidentes de trânsito, são as que mais matam os jovens brasilienses, entre 20 e 39 anos, de acordo com relatório da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que utiliza dados de 2003 a 2009 para traçar o perfil da mortalidade no DF.
No ano passado, por exemplo, 461 pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito. O perfil dos mortos é de maioria do sexo masculino (80,7%), com idade entre 20 e 39 anos (46,9%)
Outro drama que atinge essa faixa etária são os homicídios. A comerciante Marta Pires da Silva, 52 anos, perdeu o filho mais velho há cinco anos, vítima de assassinato. Márcio Pires estava para completar 20 anos de idade. O caso ocorreu na Estrutural, que registra o maior coeficiente de mortalidade por agressão. São 193 mortes por ano, sendo que o índice médio do DF é de 33,8 óbitos. Cidades como Varjão, Paranoá, Brazlândia, Recanto das Emas, Santa Maria, Riacho Fundo e Planaltina também fazem parte dessa lista.
“Meu filho era trabalhador e não tinha rixa com ninguém. Ele foi morto com um tiro na cabeça, sem chance de defesa. A polícia nunca me deu satisfação do que realmente ocorreu”, revela Marta.
Os jovens, do sexo masculino, entre 20 e 39 anos, são, assim, as maiores vítimas. Em 2009, foram 495 mortes por agressão. No período, foram registradas 41 mortes entre as mulheres nessa faixa etária.
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