Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
Abuso sexual, exploração, maus-tratos, negligência e envolvimento com drogas. Por mais triste que seja, essas são as denúncias mais comuns que chegam todos os dias aos Conselhos Tutelares do Distrito Federal, que têm como objetivo principal garantir os direitos das crianças e adolescentes. O problema é que a maior parte das unidades dos Conselhos do DF está sucateada a tal ponto que o atendimento acaba ficando prejudicado. Muitas vezes, o trabalho só anda quando os conselheiros tiram dinheiro do próprio bolso para bancar gastos como gasolina, impressão e até internet.
É o que afirma a presidente dos Conselhos Tutelares do DF, Selma Aparecida da Costa dos Santos. Em pleno Dia da Criança, a presidente lamenta que um dos principais órgãos de atendimento voltado para esse público aparente estar abandonado. O Jornal de Brasília visitou cinco unidades do Conselho, nas cidades de Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Itapoã e Sobradinho. E a situação parece inacreditável.
Há unidades que funcionam sem internet e com energia elétrica só por meio de gambiarra. Em outro, existe apenas um carro para atender à demanda. Foram mais de três mil solicitações feitas neste ano.
Leia mais na edição desta quarta-feira (12) do Jornal de Brasília.