Anderson Souza
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Apesar de não tão frequente quanto outros crimes, os atos infracionais de estelionato conhecidos como “conto do paco” são registrados esporadicamente em diversas delegacias do Distrito Federal. O golpe se resume, geralmente, na tentativa dos criminosos de enganar as vítimas com falsas recompensas para conseguir pertences de valor ou dinheiro das vítimas. A situação chega a ser, muitas vezes, constrangedora para as vítimas. “Muitas vezes, algumas pessoas se sentem envergonhadas de contar que caíram nesse tipo de golpe por terem sido enganadas, o que resulta nos casos não registrados”, conta a delegada-chefe adjunta da 31ª Delegacia de Polícia (Planaltina-DF), Íris Helena Rosa.
Ontem (24), dois homens foram presos poucas horas depois de aplicarem o golpe em uma vítima que, neste caso, entrou em contato com a polícia imediatamente. O crime ocorreu em uma via pública próximo a uma agência bancária localizada no Setor Residencial Leste, em Planaltina. Na saída da agência, onde teria sacado cerca de R$ 3 mil, a vítima encontrou um pacote falso de dinheiro no chão, sem saber que era falso. “Um dos golpistas, que já observava a vítima enquanto sacava o dinheiro, disse que a recompensaria por ter encontrado o pacote que ele havia deixado cair por acidente”, explica a delegada. Em seguida, a vítima deixou seus pertences – incluindo os R$ 3 mil – com o homem enquanto ia buscar sua recompensa. No entanto, não havia recompensa alguma e o golpista fugiu com o dinheiro da vítima.
H. R. S., de 33 anos, estava acompanhado de C. S. A., de 42, que contribuiu com o crime, foram presos em Ceilândia, cidade em que residem, após serem identificados por fotos pela vítima. “As prisões só foram possíveis porque já trabalhávamos no combate a esse tipo de crime”, afirma Rosa. A polícia conseguiu recuperar R$ 1 mil pertencentes a vítima. A outra parte do dinheiro teria sido gasto pelos criminosos.
Os dois já seriam bem conhecidos pela polícia pela extensa ficha criminal. H. R. S. já tinha passagens pela polícia por crimes como roubo, porte ilegal de arma de fogo, formação de quadrilha e já tinha uma passagem por estelionato. C. S. A. praticava esse tipo de crime desde 1988 e já tinha 10 passagens por estelionato, além de outros crimes. O primeiro se encontrava em regime de prisão semi-aberta, já o segundo havia saído da prisão em março deste ano e constava contra ele dois mandados de prisão preventiva. “Acredito que eles fiquem presos por algum tempo, já que também foram reconhecidos por outras vítimas”, diz a delegada.
Ela ainda recomenda que as pessoas tenham mais atenção para não cair nesse tipo de crime e que e não tenham vergonha por terem sido enganadas. “As pessoas nunca devem dar ouvido a conversa de estranhos. Caso caiam em um golpe, elas devem informar a polícia”, conclui.