Vinícius Borba
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Acada oito horas, uma arma é apreendida no Distrito Federal. Nos dez primeiros meses deste ano, 912 foram tiradas de circulação, segundo a Polícia Militar. O número significa 91 recolhimentos por mês. A Secretaria de Segurança Pública fez um mapeamento para ações em áreas específicas. Ceilândia foi, pelo segundo ano consecutivo, a campeã de apreensões com 156 este ano. Apesar do índice elevado, o número de apreensões caiu em 36%, de janeiro a outubro deste ano, se comparado ao mesmo período de 2010, quando foram recolhidas 1.430 armas.
Segundo o professor do Núcleo de Segurança Pública da Fundação Universa, George Felipe Dantas, qualquer arma retirada de circulação é de suma importância para evitar mais mortes, mas mais importante seria evitar as armas que entram ilegalmente no Brasil. “Um policiamento de fronteira que evitasse as armas de calibre pesado e mesmo fuzis poderia reduzir a violência drasticamente. Ajudaria mais que a Campanha de Desarmamento, que muitas vezes recolhe as armas de pessoas que nem estão nas estatísticas de criminalidade”.
Especialista em segurança, ele discute a importância das apreensões e aponta as dificuldades do excesso de circulação de armas no País, não só pela origem do comércio legal, mas das armas traficadas para dentro do País, que representam números alarmantes.
Campanha
Outro caminho de escoamento das armas tem sido a Campanha do Desarmamento, encabeçada pelo Ministério da Justiça. Há seis meses o DF participa de mais uma edição da Campanha do Desarmamento, tendo recolhido, de abril até setembro deste ano, 396 armas. Em todo o País foram recolhidas cerca de 30 mil armas nesses últimos seis meses. A campanha termina em dezembro e a pessoa que entrega a arma não precisa se identificar. Estima-se que 16 milhões de armas de fogo estejam em circulação no Brasil – metade delas ilegalmente.