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Brasília

Estacionamento: disputa entre condomínio de centro médico e empresa vira caso de polícia

Arquivo Geral

18/05/2012 7h05

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

 

Uma confusão tomou conta do estacionamento do Centro Médico de Brasília, no Setor Hospitalar Sul, envolvendo a empresa que administrava o estacionamento, a Auto Park, e a Administração do Centro Médico de Brasília, proprietária do local.

 

Segundo o médico e síndico  do condomínio, Alexandre Gomes Ferreira, 67 anos, a confusão começou após a Auto Park perder judicialmente o direito de operar no local. “Desde 1999 a Auto Park prestava serviços para nós, mas não agradava. Em 2002, quando assumi a direção, quis interromper o contrato, mas a empresa se recusou a sair”, conta.

 

A empresa não pagava o aluguel do espaço havia dez anos e o condomínio tentou na Justiça obrigá-la a deixar o local. Ontem, o mandado foi expedido e um oficial de Justiça foi   dar posse à MC Estacionamentos.

 

Quando o oficial de Justiça chegou com a ordem de desocupação, os equipamentos que permitem o funcionamento das cancelas haviam sido retiradas pela Auto Park.  “Ao notar que o equipamento foi furtado, porque tudo o que está lá é de propriedade do condomínio e não da empresa, os seguranças chamaram a polícia. Os objetos já foram devolvidos. A ação da Justiça demorou muito”, afirmou o síndico do centro médico.

 

O gerente-geral da Auto Park, Walace Kuma Pereira, disse que a empresa perdeu os direitos de atuar na área por fim de contrato e que o problema ocorrido ontem foi sem necessidade: “As peças que foram retiradas são placas eletrônicas de propriedade da Auto Park e vinculadas ao software do sistema”. A empresa disse que o assunto está sob apreciação judicial.

 

Preços

 

 

Ao todo, o estacionamento do Centro Médico possui 127 vagas. A nova concessionária que assumiu as operações, a MC Estacionamentos, informou que até a próxima segunda-feira os usuários não pagarão estacionamento. O administrador da empresa, João Carlos Matos, disse que a MC vai estudar uma redução nos preços. “Estamos estudando a possibilidade de reduzir os preços e oferecer um serviço mais ágil aos usuários”, garante o administrador que falou sobre o ocorrido. “É vergonhoso o que aconteceu, mas já está tudo bem. Já assumimos os serviços e na próxima segunda voltaremos a cobrar”, disse.

 

Os usuários do estacionamento reclamam da falta de vagas e do valor cobrado. A professora Cláudia Silva, 39 anos, pede providências. “Eu considero muito caro pagar R$ 4 para estacionar numa área hospitalar”, disse. Além do preço, ela reclama de não achar lugar para deixar o veículo.

 

 

É importante destacar que o espaço físico do Setor Hospitalar é amplo, mas pela alta circulação de automóveis em Brasília, os estacionamentos não suprem as necessidades. Luciano Silva diz que o ideal para evitar transtornos desse tipo é a população utilizar o transporte público. “Como há poucas vagas, considerando o número de carros, a solução seria os pacientes utilizarem o transporte público”, afirmou.

 

A falta de vagas para estacionar é um dos principais problemas da cidade. No Setor Hospitalar a grande demanda provoca filas e afeta o tráfego na W3 Sul. A administração de Brasília informou que segue normas gerais de gabaritos para ceder locais para empresas do ramo operarem. O diretor de Licenciamento da Administração de Brasília, Luciano Lucas da Silva, diz que, por se tratar de área privada, o órgão não pode interferir.

 

 

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