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Brasília

Estabelecimentos terão hora para fechar as portas no Taguaparque

Arquivo Geral

07/03/2012 7h10

 

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Assaltos, furtos, homicídios, som automotivo alto e elevado consumo de bebidas alcoólicas. São esses os motivos que levaram a Administração Regional de Taguatinga a restringir o horário de funcionamento do Taguaparque. Agora, estacionamentos e comércio local funcionam entre 6h e meia-noite, de domingo a quinta-feira; e das 6h à meia-noite e meia, nas sexta-feiras, sábados e vésperas de feriado.

 

A medida faz parte de um pacote de ações contra a criminalidade dentro do parque, mas tem dividido opiniões. Os usuários aprovam, os comerciantes reclamam da queda nas vendas, e há quem considere a iniciativa desnecessária, desde que haja maior atuação policial.

 

Os quiosques de lanche que funcionam praticamente durante 24 horas são tradicionais em Taguatinga. Com a restrição do horário, os comerciantes reclamam de prejuízos devido à perda de clientes.  O auxiliar de cozinha Fábio Guedes diz que boa parte das lanchonetes dispensou funcionários. “O movimento diminuiu, por isso muita gente perdeu o emprego”, relata.

 

O comerciante Júlio César diz que o horário de funcionamento não atende boa parte dos clientes. “O maior movimento acontece entre 1h e 5h da manhã, 70% das vendas eram feitas nesse horário. Deixamos de atender boa parte dos clientes, sem contar os funcionários que tivemos de dispensar”, ressalta.

 

Quem comemorou a mudança foi o comerciante José Modesto, que tem uma banca de cocos e frutas na região há 18 anos. “Isso estava virando uma bagunça. À noite estava ficando muito perigoso, com muitos assaltos. Essa foi uma alternativa louvável. A decisão do administrador foi acertada”, afirma.

 

Entre os usuários as opiniões se divididem. Nayara Mendes caminha no parque à noite e já enfrentou situações constrangedoras. “Era muito ruim estar caminhando e ter grupos bebendo e incomodando os outros. Agora, raramente vejo isso e caminho com tranquilidade” descreve.

 

Mas há quem defensa que ter mais policiamento é a melhor solução, como o estudante Victor Hugo Ferreira. “O parque é um lugar aberto. Muitas vezes, jogamos bola aqui até tarde. Já teve vez de sairmos daqui a 1h e o Posto Policial estar fechado”, relata Hugo. “Não é proibindo que as coisas vão deixar de acontecer. Deve-se fiscalizar para evitar esses problemas, e não proibir a população”, argumenta o amigo dele, Valmir Júnior.

 

Leia mais na edição impressa desta quarta-feira (07) do Jornal de Brasília.

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