Nesta sexta-feira (13), a partir das 17 horas, haverá um amistoso de futebol com jogadores deficientes visuais,disputado entre o time de Brasília e o de Petrolina-PE. As duas equipes pertencem a Série A, que disputará o Campeonato Nacional. A partida será no CETEFE – Associação de Centro de Treinamento de Educação Física Especial, na ENAP – Escola Nacional de Administração Pública, no Setor Policial Sul.
Promovido pela ABDV – Associação Brasiliense de Deficientes Visuais, UNIACE-DF – União dos Atletas Cegos do DF e pela ADVP – Associação dos Deficientes Visuais de Petrolina – PE, com o apoio da Secretaria do Meio ambiente do DF, o evento é aberto à comunidade.
O futebol de cegos é baseado no futebol de salão ou futsal. São quatro jogadores na linha e um goleiro. No entanto, para que os deficientes visuais pudessem praticar o esporte com emoção, desenvoltura e segurança, muitas adaptações foram sendo desenvolvidas e implementadas com o passar dos anos. Assim surgiu a modalidade que hoje conhecemos como futebol de 5 (ou, em inglês, o five-a-side football). Praticado em mais de trinta países nos cinco continentes, o futebol para cegos teve sua estréia nas Paraolimpíadas em Atenas (2004), o que fez com que o esporte e seus atletas fossem pela primeira vez reconhecidos em seus países. A vitória do Brasil (a primeira medalha de ouro que o nosso futebol ganhou em Olimpíadas), reafirmou o papel do nosso país como potência também no futebol adaptado. Atualmente, são mais de cinqüenta equipes representando a quase totalidade dos estados da federação.
Oo elemento mais curioso que envolve o esporte é a bola, especialmente produzida para o futebol de cegos. Ela tem a superfície recoberta por gomos dentro dos quais são acondicionados e costurados guizos de ferro. Quando a bola está em movimento, esses guizos balançam no seu interior e o som produzido orienta os atletas. Todas essas adaptações visam aproximar o futebol praticado pelos cegos daquele que é mundialmente conhecido.