Luis Augusto Gomes
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A delegada Mabel Alves de Faria Corrêa, diretora da Delegacia de Homicídios II da Coordenação de Investigação de Crimes Contra a Vida (Corvida), pediu no relatório com indiciamentos e representações por prisões preventivas – a que uma fonte ouvida pelo Jornal de Brasília teve acesso – a quebra do sigilo bancário da delegada Martha Vargas e do policial civil José Augusto Alves. Mabel solicita também ao presidente do Tribunal do Júri de Brasília a complementação da quebra do sigilo telefônico da empresária Regina Batista Lopes de Luna, amiga de Adriana Villela, apontada pela polícia como idealizadora e mandante do triplo assassinato, em que foram vítimas os próprios pais, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral e advogado José Guilherme Villela, 73 anos, a mulher dele, Maria Carvalho Mendes Villela, 69, advogada e da principal empregada da família, Francisca Nascimento da Silva, 58. A Justiça deve julgar ainda nesta semana o pedido de prisão contra Adriana.
De acordo com o relatório, as solicitações são imprescindíveis para determinar a identificação do executor do crime. José Guilherme recebeu 38 golpes, a mulher 12 e a empregada 23. Os autores teriam levado joias e dólares do apartamento 601/602 do bloco C da Quadra 113 Sul, onde ocorreu o crime, no dia 28 de agosto do ano passado.
O indiciamento de Adriana Villela é baseado em provas testemunhais de que ela teve um comportamento fora dos padrões normais, foi para a casa de uma amiga na Vila Planalto, retarda sua saída de casa sob a pretexto de que procurava informações dos pais e um encontro com o ex-companheiro a quem havia pedido ajuda e teria mentido para a polícia durante a investigação.
Quando à participação de Regina, que nega ser amiga de Adriana, os investigadores descobriram que elas se conheceram há 12 anos e conversavam muito ao telefone. Além disso, uma empregada de um apartamento vizinho viu uma mulher, rente à parede, tentando se esconder antes da chegada de Jose Villela.
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