Ana Paula Andreolla
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Em toalhas de banho, calças jeans, dentro dos tênis e até em cima das camas. Os escorpiões estão tão a vontade no Edifício das Palmeiras, no Núcleo Bandeirante, que se tornou comum os moradores esbarrarem com esses perigosos artrópodes quando executam até mesmo as tarefas mais simples do cotidiano. E o medo de morrer por uma ferroada ao esbarrar nesses hóspedes indesejáveis supera até o medo da violência urbana.
Mas não é apenas a intranquilidade dos moradores que os escorpiões dali carregam na mala. Suas aparições cada vez mais frequentes prejudicam, inclusive, o comércio local. É o que denuncia Conceição de Maria Saraiva Santana, dona de um salão de beleza que fica no térreo do prédio. A cabeleireira conta que desde que uma de suas clientes foi ferroada por um escorpião, a clientela diminuiu. Os que ainda frequentam o local se sentem incomodados. “Fica complicado. Às vezes, estamos fazendo a unha de uma cliente e ela constantemente levanta o pé com medo de uma ferroada. Elas ficam com medo e não voltam mais”, reclama.
Só na manhã de ontem a cabeleireira matou, com o chinelo, dois desses artrópodes de hábitos noturnos, em plena luz do dia. “Eu já me acostumei com esses bichos aqui. Encontro direto. Fico com medo de levar uma ferroada, mas temo mais pelas minhas clientes. Eu preciso trabalhar, não tem outro local, então o jeito é ficar de olhos bem abertos”.
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