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Brasília

Escola em Recanto das Emas reduz evasão com ensino noturno flexível

O Centro de Ensino Médio 804 oferece currículo adaptado com recursos tecnológicos para jovens que conciliam estudos e trabalho.

Redação Jornal de Brasília

30/04/2026 18h22

Foto: Felipe de Noronha/SEEDF

Foto: Felipe de Noronha/SEEDF

A conclusão do ensino médio representa um marco essencial para o desenvolvimento do cidadão, mas muitos jovens enfrentam o dilema de escolher entre estudos e inserção no mercado de trabalho devido às pressões socioeconômicas. Para superar esse desafio, a rede pública do Distrito Federal tem implementado estratégias que tornam a escola mais acessível a quem precisa equilibrar o aprendizado com a jornada laboral.

No Recanto das Emas, o Centro de Ensino Médio 804 (CEM 804) se destaca como referência nesse esforço. A escola foi reconhecida pelo Ministério da Educação no âmbito do Programa Ensino Médio Mais, que apoia unidades com ensino noturno, fortalecendo a permanência de estudantes do 1º ao 3º ano que trabalham durante o dia.

A resposta da instituição tem sido prática e inovadora. A unidade reorganizou o currículo, investindo em estratégias alinhadas à rotina dos alunos, o que resultou em um aumento na procura pelo ensino noturno. Essa adequação segue a Política Nacional de Ensino Médio, que prevê carga horária ampliada e a integração de atividades presenciais com recursos tecnológicos. Para viabilizar o novo formato, a escola criou um Núcleo de Inovação, com aulas gravadas e suporte pedagógico para estudos fora da sala.

De acordo com Tiago Luz, chefe da Gerência de Desenvolvimento Curricular e Gestão Pedagógica do Ensino Médio, a mudança fundamenta-se na escuta aos estudantes. “O CEM 804 realiza um trabalho de proximidade. Ao estabelecer esse vínculo, a escola percebeu, nos últimos anos, um aumento expressivo no número de estudantes interessados no ensino médio noturno”, afirma.

Luz destaca que manter o aluno na escola após um dia de trabalho exige mais do que apenas conteúdo. “O ensino médio noturno é um desafio histórico no Brasil. Estratégias de retenção precisam partir do diálogo. É necessário trazer discussões pertinentes a esse público, com foco no mundo do trabalho, para que eles percebam que a qualificação é o caminho para almejar melhores oportunidades”, explica. Para esses jovens, a flexibilidade faz toda a diferença.

O projeto também enfatiza a formação humana e o protagonismo. Professores e alunos mantêm um diálogo constante, que transcende o currículo e contribui para um ambiente acolhedor. “O projeto é rico por vincular as disciplinas à realidade dos estudantes, mas também por fomentar o processo de formação cidadã”, afirma o professor de artes Thiago André de Lacerda.

Com informações da Secretaria de Educação.

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