Ana Paula Andreolla
ana.fernandes@jornaldebrasilia.com.br
A apenas duas semanas do prazo previsto para a entrega das obras na Estrada Parque Taguatinga (EPTG), quem passa por lá percebe que ainda há muito o que ser feito. Além de várias passarelas que permanecem com placas indicando a proibição da passagem, alguns trechos precisam ser finalizados, e outros imprevistos surgem para dificultar ainda mais o trabalho dos 300 operários que, desde o início de outubro, atuam todos os dias, inclusive feriados e finais de semana.
E os imprevistos não saem nada baratos. Nada menos do que cem metros da via de concreto por onde passarão os ônibus na EPTG, depois de prontos, precisaram ser totalmente destruídos para começar tudo de novo. Rachaduras e outros indícios de insegurança foram os motivos que levaram os engenheiros a optarem por essa medida tão radical. “Os defeitos são de responsabilidade do consórcio das construtoras que venceram as licitações para realizar as obras da EPTG. Além das rachaduras, o trecho não ficou da maneira como esperávamos e optamos por refazê-lo. Mas imprevistos acontecem em todas as obras, e esse trecho, mesmo se tratando de um caso isolado, não é nada inusitado numa obra dessa complexidade”, explica o engenheiro responsável pelas obras na EPTG, Samuel Dias.
custos extras
A reportagem do JBr entrou em contato com o consórcio das empresas para saber sobre o prejuízo e detalhar os defeitos, mas a única pessoa que atendeu aos telefonemas informou que não tinha autorização para falar com a imprensa, e que não poderia entrar em contato com os responsáveis pelo consórcio das três construtoras.
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