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Brasília

Entidades contestam reportagem sobre laudo do IML

Arquivo Geral

03/06/2017 16h20

Foto: Josemar Gonçalves/Cedoc

Em nota enviada à redação do Jornal de Brasília, as entidades Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, ONG Estruturação e Coordenação da Diversidade do GDF, contestam as informações publicadas na reportagem “IML contraria versão de professora supostamente agredida por ser travesti”, veiculada nessa sexta-feira (2) pelo JBr. A matéria de ontem aborda a reviravolta do caso da suposta agressão sofrida por Natalha Silva Nascimento, que teria ocorrido na pastelaria Viçosa, na Rodoviária do Plano Piloto.

O laudo do IML concluiu que Natalha não foi jogada no chão, arrastada e, muito menos, espancada pelo funcionário da pastelaria, conforme a professora de matemática havia denunciado. No entendimento das entidades de defesa da diversidade, “a matéria tenta descaracterizar o processo de transfobia imputado a professora Natalha Nascimento”.

A nota ainda diz: “Cumpre reforçar que os exames no IML só foram realizados 05 (cinco) dias após o ocorrido, e que o laudo do IML não é a única forma de comprovar a ocorrência de violência física e psicológica. A polícia e o judiciário dispõem de diversos meios, inclusive o registro das câmeras localizadas na rodoviária, testemunhas e outros para atestar a agressão. A publicitação da matéria reforça a necessidade de permanecer na luta, para a desconstrução de todas as formas de violência, sejam elas físicas, psicológicas e moral.”.

Responsável pela ocorrência, o delegado-chefe Rogério Henrique Rezende Oliveira, da 5ª Delegacia de Policia (Área Central), disse que o suspeito de cometer a suposta agressão não foi autuado devido à clareza do resultado do exame. “Não o autuamos em nenhum crime porque o exame foi bem claro”, afirmou. A matéria em que Natalha relata as supostas agressões também foi veiculada na sexta. À reportagem, a professora deu detalhes do que teria sofrido e falou do histórico de preconceitos já vivido por ela ao longo da vida.

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