A morte do empresário Jorge Ferreira, 54 anos, trouxe tristeza a amigos e familiares, mas será esperança para outras vidas. Isso porque a família decidiu doar a maioria dos órgãos do empresário, professor, sindicalista e poeta.
O amante da cultura brasileira sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) no início da tarde da última terça-feira. Ele estava internado há dez dias em um hospital particular no Rio de Janeiro. O corpo foi embalsamado e transportado da capital carioca em direção à Brasília por volta das 17h de ontem. A esposa, os filhos e os parentes mais próximo também embarcaram do Rio de Janeiro para o Brasília na tarde de ontem.
Os preparativos para o velório e enterro estão sendo gerenciados pela família de Jorjão. Hoje o corpo de Ferreira começará a ser velado às 10h no Templo Ecumênio 2 do cemitério Campo da Esperança. O enterro está programado para as 14h.
Nos bares e restaurantes de Ferreira, músicos que se apresentam começam a homenagear o empreendedor. Por conta própria, os cantores o prestigiam com músicas. Naturalmente os artistas começaram a dedicar à Ferreira composições, shows, menções e histórias vividas ao lado de Jorjão, como era conhecido pelos amigos. A assessoria de imprensa das casas noturnas ressalta que ainda deve fazer uma homenagem formal à Ferreira.
Jorjão foi professor universitário de sociologia, diretor do Sindicato dos Professores do DF e editou uma revista por dois anos.
Memória
Em 1987, Jorjão abriu o primeiro estabelecimento, a pizzaria Gordeixos. Dois anos depois inaugurou o Feitiço Mineiro. Em 1998, abriu o Café do Brasil e o Bar do Brasil, seguido do Armazém do Ferreira. Ele também era dono do Mercado Municipal, do Bar do Mercado, do Bar do Ferreira e do Bar Brahma, além do restaurante Piantella.