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Brasília

Empresário foi assassinado por suposto comprador de carro

Arquivo Geral

19/07/2012 7h08

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

Um empresário foi assassinado com 14 facadas na DF-180, em Brazlândia. A.S.S., de 53 anos, teria sofrido uma emboscada feita em torno da compra de um carro. Testemunhas viram quando o assassino confesso o esfaqueava nas proximidades da entrada de Brazlândia. O acusado foi preso pela Polícia Militar ainda na cena do crime e com ele estavam  R$ 5,7 mil em dinheiro, valor que seria usado pela vítima para comprar o veículo. A polícia suspeita de envolvimento de outras pessoas no crime.

 

Por volta das 13h, a Polícia Militar recebeu o chamado para atender a ocorrência nas proximidades da saída de Brazlândia, onde um homem que teria as mãos ensanguentadas estaria pedindo socorro. Ele  entrou na frente dos carros para tentar pará-los, como relatou uma testemunha.

 

Segundo o sargento do 26° Batalhão da PM (Brazlândia), José Orlando, ao se aproximar com sua guarnição do local, foi encontrado o suspeito R.A.S., de 20 anos, que teria tentado chegar até o carro da vítima para fugir, mas foi impedido. “Travamos o carro dele com a viatura e o abordamos. No começo, ele veio com uma história de não saber quem teria assassinado a vítima, e estava transtornado, muito nervoso mesmo. Mas, na delegacia, confessou ter matado a vítima”, disse o sargento. Conforme apontou a perícia, a vítima teve  14 perfurações no corpo.

 

Ao revistar o suspeito, a polícia encontrou a prova do latrocínio (roubo seguido de morte), quando apreendeu o dinheiro nas roupas íntimas do autor. Em depoimento, ele confessou que a intenção era roubar a vítima.  Contou que chamou o vendedor para levá-lo a Taguatinga, onde afirmou ter o dinheiro da compra de dois carros para repassar ao comerciante.

 

 

Familiares do senhor assassinado informaram que no último domingo e terça-feira o rapaz teria sido visto na loja de carros usados e seminovos  de A. para propor negócio. A esposa do homem morto teria inclusive desconfiado, mas o marido não teria dado atenção ao receio da mulher. “Acho que ele já andava espreitando A., pois sabia que ele andava com algum dinheiro”, afirmou um parente.

 

Testemunhas teriam presenciado o momento em que o autor do crime, R.A., teria esfaqueado o homem nas proximidades da DF-180. Um jovem que passava pelo local contou o que viu ao encontrar o suspeito: “O cara estava com as mãos banhadas de sangue. Achei que era acidente e estranhei, pois ele tentava parar os carros se jogando na frente. Aí chamei os bombeiros, mas eu não via o corpo. Mas estranhei que passei e ele estava com as mãos sujas. De repente, quando voltei com os bombeiros e a PM, ele já estava bem mais limpo e chegou a se passar por vítima”, lembrou.

 

 

Segundo informações preliminares da polícia, não teria havido participação direta de cúmplices, mas parentes informaram à reportagem que dois motociclistas teriam fugido do local antes da chegada da Polícia Militar. A versão, porém, não é confirmada pela corporação.

 

Para o filho do vendedor assassinado, não há nada pior do que a perda de um pai nestas condições. “Meu pai trabalhou demais nessa cidade, tendo chegado ainda novo e trabalhado com os carros que amava. É uma enorme perda”, lamentou.

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