Menu
Brasília

Empilhadeiras ajudam a desobstruir as vias e calçadas de Brasília

Arquivo Geral

10/05/2012 7h07

Kamila Farias
kamila.farias@jornaldebrasilia.com.br

 

 

 

Parece que o motorista brasiliense não tem se importado muito com os riscos de estacionar em locais irregulares. Apenas nos três primeiros meses do ano, 20.283 multas foram aplicadas, de acordo com o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF).

 

Em janeiro foram 10.325 multas, em fevereiro, 5.697  e, em março,  4.261. Para incentivar o respeito ao trânsito, o Detran iniciou uma grande operação para desobstrução de estacionamentos com a utilização de empilhadeiras. Desde a chegada do equipamento, há duas semanas, foram apreendidos 19 veículos nas ruas do DF.

 

A aquisição foi feita por meio de  licitação. Tudo para facilitar a remoção de automóveis irregularmente estacionados pela cidade que, diariamente, atrapalham o trânsito de veículos e de pedestres nos setores mais movimentados da área central de Brasília.
As ações têm acontecido com frequência e quando a empilhadeira não entra em ação, os guinchos as substituem. Os veículos são levados para os depósitos em caso de irregularidade grave.

 

Na tarde de ontem, o Detran fez operação com uso de guincho, na Via S2, estacionamento próximo ao Museu Nacional, Esplanada dos Ministérios e Rodoviária do Plano Piloto. Vários carros foram multados por estacionarem em cima da calçada ou em cima de faixa de pedestre.

Sem desculpas

 

De acordo com Luiz Carlos Souto Júnior, gerente de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran, os motoristas não podem desrespeitar a legislação alegando falta de vaga.

 

“Há dificuldade de vaga, mas isso não pode ser usado como desculpa. Se a pessoa procurar, encontra uma vaga um pouco mais distante. Junta a falta de vaga com o comodismo das pessoas, de querer estacionar na frente de onde vai. Por isso, acaba acarretando nessa quantidade de multas”, diz.

 

Segundo Júnior, a operação tem sido feita com frequência, tendo sido montada, inclusive, uma operação fixa no Setor Hospitalar Norte.

“Fazemos operações em estacionamentos todos os dias e, agora, estamos utilizando a empilhadeira cerca de três vezes por semana. Já o guincho nos acompanha todos os dias”, conta.

 

Durante operação da última terça-feira, com a ajuda da  empilhadeira, 52 veículos foram notificados, quatro removidos com o novo equipamento, incluindo dois carros. O prejuízo total para os motoristas chega a  R$ 20 mil.

No entanto, para a comerciante Amanda Lúcia, que já levou multa por estacionar em local proibido, a penalidade é injusta, pois existem lugares em Brasília em que não há opção para estacionar, mesmo que um pouco mais distante.

“Só se eu for trabalhar de ônibus, pois no Setor Comercial Sul é impossível encontrar vaga. Posso rodar, rodar e rodar, que não aparece. O jeito é estacionar onde não pode e deixar solto para flanelinha tomar conta”,  argumenta.

Falta de opção

A bancária Aline Lima trabalha no Setor Bancário Sul e afirma que por lá, a situação também é complicada. A solução, segundo ela, é recorrer aos guardadores de carro.

“Tenho que pagar R$ 40 por mês ao flanelinha para deixar o meu carro solto. Acho um absurdo, mas não tenho outra opção, pois não tem como eu chegar mais cedo para procurar vaga. Por isso, peço que o governo cumpra a promessa e faça logo o estacionamento subterrâneo”, comenta.

Em 2011, o total de infrações relativas a estacionamento foi de 101.312. Nos três primeiros meses do ano passado, somaram 23.255. Em janeiro foram registradas 5.750, em fevereiro, 7.576 e, em março, de 2011 foram 9.929.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado