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Brasília

Em vez de pedradas, beijos

Arquivo Geral

28/06/2013 7h45

Um dia após manifestação tumultuada na Esplanada, que terminou em agressões e prisões, o espaço deu lugar a um protesto pacífico do começo ao fim. Três mil estudantes ocuparam o gramado do Congresso Nacional  para exigir a aprovação do  Plano Nacional de Educação (PNE), entre outros pedidos. E em vez de pedradas ou bombas, a atenção foi atraída de outra forma: um “beijaço” gay.

 

Estudantes chegaram a fechar  as seis faixas do Eixo Monumental. O ato terminou com os jovens correndo em direção ao Congresso, se jogando no espelho d’água, onde deram as mãos e disseram algumas palavras de ordem sobre diversas pautas, como a liberdade sexual e o fim da corrupção.

 

A educação foi a principal reivindicação  mesmo tendo a presidente Dilma Rousseff  já se manifestado a respeito do assunto, ao anunciar investimento para a educação com 100% dos royalties do petróleo e 50% do Fundo Social do Pré-Sal.

 

A Câmara dos Deputados já aprovou o substitutivo ao Projeto de Lei 323/07, destinando 75% dos recursos dos royalties do petróleo para a educação, com prioridade para a educação básica, e 25% para a saúde. 0 projeto vai para o Senado. 

 

Para a presidente da  União Nacional dos Estudantes (UNE), Virgina Barros,  a manifestação veio na hora certa.  “A  gente acha que é fundamental ter um espaço concentrado em meio a todas essas manifestações para debater a educação brasileira, para que a gente consiga dar um salto na qualidade. Estamos aqui para pressionar por uma resposta urgente”, explica.

 

Viagem ao DF

Leandro Favoretto, 21 anos, veio do Paraná, e Daniel Clodoaldo, 23, de São Paulo, para participarem do ato.  “O País só vai ter uma nova cara quando a juventude tomar atitudes para uma educação de qualidade e quando visões preconceituosas como a de Marco Feliciano (deputado), com a criação da ‘Cura Gay’, acabarem”, defende  Leandro.

 

As amigas Amanda Lustosa, 18 anos, e Rafaela Urgel, 19,   de Sobradinho, carregaram   cartazes. “Viemos  pedir um investimento maior na educação”, diz Rafaela.

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