Valtemir Rodrigues
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A quinta maior cidade goiana em número de habitantes, 174 mil no total, e uma das maiores do Entorno do Distrito Federal, começa 2011 com seu sistema de saúde na UTI. A rede pública de Luziânia tem carência de profissionais, pacientes na fila e ainda não consegue atender casos de maior complexidade, que são encaminhados para a capital federal ou para Goiânia. Além disso, nesse início de ano a cidade enfrenta uma crise por conta de um surto de dengue na região. Em menos de dois meses, foram 407 notificações e 73 casos confirmados, a maior parte deles no Jardim do Ingá.
“Estamos atendendo uma média de 700 a 800 pacientes todos os dias, número que tem aumento muito por conta desse surto de dengue, que sobrecarrega o atendimento ambulatorial”, relata o diretor-geral do Hospital do Jardim do Ingá, José Gonçalves de Araújo.
Uma das pessoas afetadas com a doença é o vigilante Junior Lins, 26 anos, que há oito dias visita a unidade em busca de atendimento. “Tenho vindo diariamente para tomar o soro que controla a produção de plaquetas, mas nem sempre consigo ser atendido e, quando não consigo, retorno no dia seguinte”, relata.
Embora a procura tenha aumentado consideravelmente nesse período, a Secretaria Municipal de Saúde reconhece que o problema vai além e diz que a demanda reprimida por atendimento hospitalar já ultrapassa os 10%, embora a população diga que o número seja bem maior. Para resolver isso, uma das propostas de acordo com o secretário municipal de Saúde, Felipe Cezario, é a criação de um hospital materno infantil e mais seis Postos de Saúde da Família na região.
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