A partir de janeiro, os usuários de poços tubulares e cisternas do Distrito Federal deverão atender a normas da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa). Serão editadas uma resolução geral para todo o Distrito Federal e outras específicas para cada região. As minutas, que estarão disponíveis para consulta pública a partir de dezembro, têm como objetivo evitar que o uso das águas subterrâneas seja superior ao disponível nos aquíferos do DF.
A Adasa realiza ainda cadastramento de poços para balanço da quantidade utilizada e disponível. “Eu tenho quanto eu posso beber do copo e vou ter quanto estão bebendo”, conta o superintendente de Recursos Hídricos, Diógenes Mortari.
As normas foram criadas com base no estudo Gestão de Recursos Hídricos Subterrâneos do DF, realizado por técnicos da Universidade de Brasília (UnB), que identifica o solo do DF com domínio poroso e fraturado. O primeiro é um local mais fácil de encontrar água próxima da superfície, e o segundo é um solo mais rochoso, em que a água é localizada em camadas profundas, a cerca de 120 metros.
“Para cada domínio desses foi determinado qual a reserva explorável, qual é a reserva que pode ser retirada e a própria natureza recompõem na época de chuva”, explica Diógenes.
A resolução geral prevê que o DF poderá utilizar por ano, no domínio poroso, cerca de 1,5 bilhão m³ e, no fraturado, aproximadamente 1,7 bilhão m³. Estes valores são calculados observando-se condições de uso e ocupação do solo, recarga dos aquíferos e preservação da qualidade da água.
Leia mais na edição desta quarta-feira (24) do Jornal de Brasília