Raíssa Póvoa
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Futebol e mulher há algum tempo deixaram de ser os únicos assuntos que prendiam a atenção de um homem. Hoje, a preocupação com a beleza e com o bem-estar passaram a ser assuntos recorrentes nas rodas masculinas. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), nos últimos cinco anos, subiu de 5% para 30% o número de pacientes do sexo masculino que se submetem à cirurgia estética. A realidade nacional se reflete também no Distrito Federal. Quem trabalha em centros de estética e salões de beleza da capital confirma o aumento na quantidade de clientes homens.
Transplante de cabelo, lipoaspiração, botox, preenchimento de rugas, plástica no nariz e clareamento da pele são alguns dos tratamentos estéticos procurados pelos homens que querem se sentir mais bonitos, jovens e elevar a autoestima. Entretanto, há aqueles que não são adeptos dos tratamentos mais invasivos. Para esses, são abertas as portas dos salões de beleza. Eles fazem depilação, tiram o excesso da sobrancelha, limpam as unhas, pintam os cabelos, e não se esquecem dos tratamentos de pele. Tudo sem deixar a masculinidade de lado. “Se submeter a tratamentos estéticos não significa que você seja menos homem. É apenas uma questão de se sentir melhor, mais bonito. Essa história de que mulher gosta de homem sujo e mau cuidado é coisa de filme antigo”, afirma o engenheiro Pedro Lucena.
O preconceito sempre foi o maior empecilho para aqueles que queriam cuidar da beleza, mas ficavam receosos com a possibilidade de virar motivo de chacota entre os amigos. Porém, no mundo contemporâneo, não deve haver mais espaço para princípios desenvolvidos na idade da pedra. Para isso, é preciso aceitar que o homem pode sim ser vaidoso. Tentando deixar de lado os possíveis julgamentos e os constrangimentos que a decisão pode causar, nos últimos anos, muitos deles assumiram a vontade e a necessidade de se embelezar com a ajuda de tratamentos estéticos.
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