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Brasília

Elas usam salto alto e todo aparato feminino para manter um estilo sobre rodas

Arquivo Geral

21/11/2010 12h02

Bruna Sensêve
bruna.senseve@jornaldebrasilia.com.br

 

Elas eram poucas entre a multidão de pesadas jaquetas de couro essencialmente masculinas. As botas de cano longo, camiseta preta, jeans e maquiagem é o uniforme das sete mulheres do motoclube Vulcanas, que completou 11 anos este mês. A única exceção no modelito, durante o evento que comemorou o aniversário do grupo, na tarde de ontem, foi Debra Cabral, 31 anos, uma vulcana que acabou de se tornar mãe e está de “licença”. Esse é um dos tantos obstáculos que as mulheres sobre duas rodas enfrentam no meio eminentemente masculino dos motoqueiros.

 

Inegavelmente, a paixão pela velocidade entre as sete vulcanas começou motivada por um homem. O pai que era piloto de caça da Aeronáutica, o namorado que comprou uma moto ou o amigo da mãe que passeava com a vulcana ainda pequena na garupa. “Eu tinha cinco anos quando comecei a gostar de motos. Depois disso, minha paixão só aumentou. Quando conheci duas amigas que também iam de moto para a faculdade, resolvi montar o motoclube”, conta a fundadora do grupo, a servidora pública Luciana Sachetto, 29 anos.

 

origem

As duas colegas da faculdade de comunicação deixaram o motoclube logo no primeiro ano, mas a ideia permaneceu forte e outras meninas se juntaram à Luciana. Em 2000, foram incorporadas ao grupo a empresária Andreia Oliveira, 36 anos, e Debra. Depois disso, vieram Mel Correia, 35 anos, Amanda Robassini, 36 anos, Cris Rissanen, 29 anos, e a caçula Kamila Saliba, 28 anos.

 

 

Leia mais na edição deste domingo (21) do Jornal de Brasília

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