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Brasília

Educação Étnico Racial em debate

Arquivo Geral

11/09/2013 23h01

A Secretaria de Estado da Criança em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial (SEPIR), realizou a palestra sobre Educação Étnico Racial, ontem (10), na EAPE, Asa Sul.

 

“Nos últimos anos conseguimos avanços, como trazermos a campanha “Por uma Infância sem Racismo” para o Distrito Federal. Estamos em processo de reconstrução. A educação é um caminho importante de combate ao racismo, que é um preconceito da sociedade porque criança não tem preconceito”, afirmou a Secretária da Criança, Rejane Pitanga.

 

A palestra integra as ações estabelecidas no protocolo de intenções da campanha assinado entre a SECriança e outras secretarias do GDF, de Promoção da Igualdade Racial, Educação, Cultura, Saúde, Desenvolvimento Social, Justiça Direitos Humanos e Cidadania, Mulher, Codeplan e o Fundo das Nações Unidas para Infância.

 

O conjunto de ações tem o objetivo de fomentar a mobilização social, assegurando o respeito e a igualdade étnico-racial desde a infância. 

Além de palestras estão sendo desenvolvidas outras ações, entre elas, a produção de materiais publicitários referentes ao tema, divulgação em eventos da SeCriança, o incentivo à leitura, com o programa Mala do Livro, para os socioeducandos das unidades de internação, com temática étnica racial, além de um concurso de poesia.

 

A palestra foi ministrada pela professora Maria do Carmo Barbosa Galdino, especialista em educação, raça e etnia, que falou sobre a construção e promoção da identidade negra. Segundo ela, ocorreram avanços nas conquistas de direitos, de políticas públicas. “Mas ainda há muito a se garantir. A sociedade, em geral, ainda tem restrições a essas conquistas, mostrando o quanto o racismo está enraizado na nossa cultura”, comenta.

 

E complementa que o Distrito Federal está entre os cinco estados do país com maior taxa de mortalidade de jovens negros entre 15 e 29 anos. “Precisamos de políticas e ações que promovam essa juventude tanto na educação, quanto nas áreas sociais, no esporte, na cultura e saúde. Temos de construir uma visão de acolhimento e credibilidade na capacidade de população negra jovem”, afirmou.

 

O secretário de Estado da Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial, Viridiano Custódio, destacou a existência de racismo nas escolas, que apresentam maior evasão de crianças negras, e na sua opinião, os professores precisam ser preparados para isto. “Se trabalharmos o combate ao racismo na escola, teremos adultos sem preconceito”, acredita.

 

A representante do UNICEF, Casimira Benge, ressaltou a adesão do GDF à campanha. “As ações estão saindo do papel e a escola tem um papel fundamental no combate ao racismo”, concluiu.

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