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Brasília

Duas pessoas foram presas e 2,6 mil comprimidos de ecstasy apreendidos no DF

Arquivo Geral

26/08/2013 14h20

Foram apreendidos 2.663 comprimidos de ecstasy, 17 pinos de cocaína conhecida como escama de peixe, dois veículos e R$ 3mil reais, na tarde de sábado (24), na BR-040, entrada do Distrito Federal. Junto com os entorpecentes, a polícia prendeu Cícero da Silva Oliveira, vulgo “Inseto”, de 32 anos, e Alan Pontes Pereira, de 23, além de dois carros utilizados no crime.

 

Após um mês de investigação baseada em uma denúncia anônima recebida em julho, a polícia reforçou seu estado de alerta. Na quarta-feira (21), dois carros saíram de Brasília para Foz do Iguaçu como destino final. Lá, os suspeitos adquiriram as drogas que seriam repassadas para traficantes de Taguatinga, Águas Claras e Guará. Um dos veículos fazia a escolta, conhecido como “batedor”, enquanto o outro trazia a mercadoria.

 

Os entorpecentes foram encontrados na área de ventilação do automóvel. Segundo Leonardo de Castro Cardoso, delegado da Coordenação de Repressão às Drogas (CORD), o ecstasy tinha um princípio ativo diferente, o que dificultou reconhecê-lo na perícia. “Quando fazemos a perícia do ecstasy, esperamos encontrar a substãncia MDMA. Porém, como tentativa de enganar a polícia, os traficantes alteram a fórmula. Após uma segunda perícia, foi constatado o ‘clobenzorex’, outro componente da droga”, conta. 

 

A maneira como a cocaína estava embalada chamou a atenção dos policias. Ela estava em pinos, ou seja, certamente seria ingerida para o tráfico internacional. No ano passado, foram apreendidos cerca de 6.300 comprimidos de ecstasy no Distrito Federal. Já neste ano, até agora, aproximadamente 5.900. “A quantidade de apreensões deste ano já está se igualando ao número de 2012. O consumo de drogas no DF está aumentando, principalmente pelo alto poder aquisitivo da população. É algo para se preocupar”, afirma o delegado.

 

Cícero já tinha passagens pela polícia por roubo, furto e estelionato. Os dois suspeitos responderão por tráfico interestadual de drogas e associação para o tráfico. Se condenados, a pena poderá ser de oito a 25 anos. 

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