A devoção a Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses, também é cultivada em Brasília, por fiéis da Santa. Toda essa fé foi demonstrada ontem, durante a procissão do Círio Nazaré, promovida pela Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, do Lago Sul. A celebração, que começou na última quinta, terminou com mais de duas mil pessoas presentes.
“É um momento de muita paz, de encontro com Nossa Senhora. Moro aqui há 40 anos e não sabia dessa procissão. Estou emocionada de estar aqui”, afirmou a devota Fátima Afonso Rocha, 57 anos. Ela e o marido seguravam no cordão envolto na imagem da santa, que era carregada pelo Corpo de Bombeiros.
O festejo – que acontece há 39 anos e é inspirado no Círio de Nazaré realizado na cidade de Belém – contou com a presença de crianças, jovens e idosos.
A procissão começou por volta das 19h30. “Sou uma paraense legítima. Fico muito emocionada com o cuidado de fazerem uma procissão tão parecida com a de Belém. É uma alegria, uma satisfação estar aqui”, disse a aposentada Nelsolina Teixeira, 74 anos. Mesmo em uma cadeira de rodas, ela acompanhou todo o caminho da santa junto à filha.
“Está é uma festa de agradecimento à santa por todas as bênçãos em nossas vidas”, ressaltou a coordenadora do evento, Rosalina Rezende, que está à frente da organização há seis anos. “Estou exausta, mas muito feliz com o resultado. A procissão está linda e os devotos felizes”, completou.
Mais de 30 pessoas fizeram parte da organização, entre apoio e coordenação. “Não tem ensaio. É tudo feito na hora”, brincou Rosalina.
“Objetivo é orar e agradecer por nossas vidas”
Durante o percurso da procissão, muitos fiéis emocionados choraram. “A gente fica mais próximo do Senhor quando participa de um evento como esse. Todos aqui estão com o objetivo de orar e agradecer pelas nossas vidas”, contou a dona de casa Rosa Almeida, 31.
Ela e a filha, Eduarda, sete anos, acompanharam a Santa durante a procissão. Com o pequeno João Pedro, de apenas um ano de idade, a administradora Ericka Almeida, 26, também fez parte da homenagem. “Não poderia deixar de vir. Sou católica, fui criada na igreja. Acho que estar aqui é um sinal de fé”, salientou a jovem.
Além da procissão, o público de fiéis pôde desfrutar ainda de 15 barraquinhas de comidas, com sorvetes, pastéis, churrasquinho e até pratos típicos de Belém do Pará. Além disso, o artesanato da terra da Santa de Nazaré também foi levado à festa. “Fui convidado para participar do evento representando o estado. Tenho aqui cerâmicas marajós de raiz, feitas por mim e pela minha família”, afirmou Renelson Maia, 42 anos.