“Quem foi que desviou o percurso da minha filha?”, indaga Maria Evoneide de França, com o cartaz da jovem desaparecida nas mãos. Adriana França Lourenço, 24 anos, que tem um filho de oito anos de idade, sumiu há 12 dias. Moradora de Santa Maria, ela teria saído de casa para trabalhar, no último dia 18, por volta das 9h, acompanhada de uma amiga, como de costume. A jovem teria ficado no ponto de ônibus após a amiga entrar no coletivo. Essa foi a última vez que Adriana foi vista.
A única informação que possa auxiliar a investigação foi a última ligação que Adriana fez para o patrão, ainda na manhã do dia 18, dizendo que chegaria atrasada porque tinha um problema para resolver. Às 12h, preocupado com a funcionária que não chegava, o chefe retornou para o celular dela, mas já estava desligado.
Para a mãe da jovem, o problema citado por Adriana é um mistério. “Eu acho que é algo que ela não queria me contar. O que é estranho, porque ela sempre foi muito comunicativa. Ela nunca foi de se atrasar para o serviço, deve ter sido algo grave. Só saberemos quando liberarem o sigilo do celular, para saber quem ligou para ela”, diz.
Teorias
Os familiares espalharam mil cartazes pelo Distrito Federal e Goiás com fotos da jovem desaparecida. A busca por Adriana foi até o Instituto Médico Legal (IML) e a empresa de ônibus que sempre fazia o percurso dela ao trabalho. “A gente conversou com o motorista que sempre pegava a minha filha de manhã para ir ao trabalho. Ele confirmou que se lembra dela em outros dias, mas infelizmente ele não foi trabalhar naquela manhã porque deu problema no ônibus”, lamenta Maria.
Várias teorias estão sendo levantadas por amigos e familiares, mas até agora nada conclusivo. Não sabem se ela chegou a pegar outro ônibus, se alguém a buscou na parada, ou se ela sumiu na própria cidade.
O ex-marido de Adriana foi um dos primeiros suspeitos da família, pois o casal se separou há 9 meses e brigava muito. Mas os aprentes preferem não acreditar nessa possibilidade. “Como ela gosta de sair, a gente imaginou que ela tivesse ido direto para algum lugar. Esperamos até domingo para assumir que ela havia desaparecido”, lembra o irmão Anderson França Lourenço, 27 anos.
Comportamento
Adriana mora com o irmão, Naércio França, 31 anos, o filho Diogo, 8 anos, e um sobrinho. Naércio diz não ter percebido mudança no comportamento da irmã na semana em que ela desapareceu.
Jovem pode ter sido vista em Novo Gama
A mãe de Adriana, Maria Evoneide, conta que a filha deixou um recado em uma rede social que poderia indicar que a jovem tenha decidido fugir. “No dia 30 de setembro ela escreveu no Facebook que havia acordado com vontade de desaparecer”, lembra a mãe. “Mas não faz sentido ela ir embora só com a roupa do corpo, com os contratos do banco na mão e deixar até o filho para trás”, conclui.
A família já recebeu recados de que alguém teria visto a jovem, mas nada foi confirmado ainda. “Uma mulher disse que a viu no Novo Gama, no domingo, em um lugar que ela gosta de ir. A mulher contou que Adriana chegou de moto com um homem, entrou no banheiro para limpar o rosto porque estava chorando muito e que quando a senhora tentou consolá-la, ela falou que tinha um filho de oito anos e saiu chorando”, lembra a tia da jovem, Lucilene de França, 40 anos.
Ela conta que as descrições dadas pela mulher batiam com a fisionomia da jovem desaparecida, mas que o contato foi interrompido porque o local onde a mulher estava havia acabado de ser assaltado.
Saiba Mais
A ocorrência está registrada na 33ª DP (Santa Maria)
A investigação ainda está em andamento
O ex-marido de Adriana já foi intimado e negou qualquer envolvimento com o desaparecimento da jovem
De acordo com o chefe de investigação da ocorrência, José Maria, não há nenhuma novidade na investigação até o momento
Quem tiver qualquer informação pode ligar para o telefone 197.
