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Brasília

Dos quatro suspeitos de matar PM, dois são adolescentes

Arquivo Geral

23/07/2013 9h00

As quatro pessoas suspeitas de terem envolvimento na morte do policial militar  Sérgio Batista de Oliveira,  44 anos, em Planaltina, foram identificadas. Apenas dois são maiores de idade. Todos eles começaram a ser localizados na manhã de ontem após investigação da Seção de Inteligência da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).  Homens dos 14º e  1º batalhões da PMDF (Planaltina e Asa Sul)  receberam denúncias anônimas sobre o paradeiro dos jovens.

 

Ian Gabriel Rodrigues Ferreira, 20 anos, é o principal suspeito de ter atirado no sargento. Ele teria abordado o policial com a ajuda de M.M.L.X., 17 anos. Com eles estariam as respectivas namoradas e um amigo, de 20 anos, que teria dirigido o carro usado no crime. Segundo a polícia, eles voltavam de uma festa no Arapoangas, em Planaltina. Das cinco pessoas, no total, apenas uma, uma menina de 15 anos, não teria qualquer participação, segundo a polícia.

 

Abordagem

 

Ao se depararem com o carro do sargento em uma das vias, Ian e o adolescente de 17 anos teriam descido do veículo  e rendido  policial, que estava em um GM Prisma preto. Supostamente sob efeito de álcool e drogas, os dois jovens entraram no carro. Ian  teria se sentado no banco de trás e o adolescente ficado ao lado do sargento, no banco do passageiro. Após a tentativa de reação do policial, o jovem de 20 anos, que estava na parte de trás do automóvel, teria baleado o sargento. 

 

  Ferida, a vítima teria sido lançada para fora do carro. O maior de idade teria assumido a condução do veículo   na companhia do colega menor. O carro só teria sido abandonado após o motorista bater em uma mureta na Quadra 4 A, Conjunto A, de Planaltina.

 

  O delegado-chefe da 31ª DP (Planaltina), Érico   Mendes, explica que após o disparo contra o policial, a namorada  de Ian – de 16 anos – chegou a tomar o telefone do sargento e ligar para a Polícia Militar. “Ela informou à central de atendimento da corporação que havia um policial baleado. Depois devolveu o aparelho celular”, detalha.

 

  Mendes destaca que no hospital o sargento Sérgio  chegou a comentar o caso. “Ele disse que foi abordado, mas  chegou a andar por 200 metros com o carro. Quando entrou em luta corporal com o adolescente  que estava no banco do passageiro, Ian, que sentou atrás,    disparou”, relata.

 

À procura de três armas

 

 

Agora, a polícia quer  saber se o outro jovem maior de idade era, de fato, o condutor do veículo em que o grupo estava.  Além dos suspeitos já identificados, há a hipótese de que  outro jovem tenha auxiliado na execução do crime.

 

Na tarde de ontem, após localizarem os jovens e adolescentes, a Polícia Militar fez diligências em locais onde as armas pudessem ser encontradas. Ao todo são três pistolas ainda desaparecidas, sendo duas calibre 38 supostamente utilizadas pelos suspeitos e a  calibre 40, do sargento, que foi roubada pelos jovens. Para as buscas, o Batalhão de Policiamento com Cães foi acionado. 

 

“As armas teriam sido lançadas no lixão de uma casa vizinha à  residência de um dos suspeitos”, explica o comandante do 1º BPM, tenente coronel Agrício da Silva   – batalhão em que o sargento morto era lotado. 

 

Segundo o comandante, a vítima foi escolhida de forma aleatória. “Ao anunciarem o assalto, eles perceberam que era um policial fardado, mas aparentemente não tinham  como desistir do roubo, pois como criminosos profissionais, sabiam que o policial iria prendê-los”, afirma. 

 

Os suspeitos também levaram do policial   dois carregadores e 35 munições. O carro do sargento foi abandonado depois da colisão.

 

Entenda o caso

 

O crime ocorreu quando o sargento saía de casa, às 5h30, para ir ao trabalho. Fardado, ele foi abordado  na Quadra 5 da Vila Buritis. O tiro atingiu um dos rins da vítima. 

 

O policial  deu entrada no Hospital Regional de Planaltina consciente, mas perdeu pelo menos quatro litros de sangue. O estado de saúde dele se agravou e ele teria de ser transportado de helicóptero  a um hospital particular.

 

Entretanto, o sargento sofreu uma parada cardíaca e teve que ser reanimado. Ele não resistiu e morreu por volta das 15h30.

 

O crime ocorreu 24 horas depois de um outro policial também ter sido alvo de uma tentativa de latrocínio no Riacho Fundo II. O tenente João de Deus ainda está internado em estado grave.

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