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Brasília

Doenças da modernidade atingem uma em cada quatro pessoas

Arquivo Geral

23/04/2012 7h06

Vinícius Borba
vinicius.borba@jornaldebrasilia.com.br

 

 Medo, preocupação, estresse, ansiedade. Palavras comuns no vocabulário em um tempo de muita correria, aumento da violência e perda da qualidade de vida,  e, segundo especialistas em saúde mental, principais fatores para vários problemas psicológicos. Estudos  revelam que até 25% da população sofre de transtornos de ansiedade. Ou seja, uma a cada quatro pessoas, provavelmente, sofre de síndrome do pânico, estresse pós-traumático, ansiedade crônica, fobias, Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) ou outros distúrbios relacionados a níveis patológicos de angústia e apreensão. 

Para se ter uma ideia, em 2010, segundo o Ministério da Previdência Social, 4.090 pessoas acionaram o INSS por problemas de episódios depressivos.  Maior ainda foi a incidência de casos de reações ao estresse grave e transtornos de adaptação, com 5.919 vítimas, de acordo com o Anuário Estatístico da Previdência Social 2010.

 

 Nem todas  chegam a diagnosticar tais transtornos ou mesmo tratá-los. Algumas são vítimas de preconceitos. Outras, não conseguem reagir  e,  em casos mais extremos, chegam a pensar em suicídio. Muitas, porém, têm buscado superação nos tratamentos e terapias alternativas, conseguindo bons resultados e qualidade de vida.

 

Segundo o psiquiatra e doutor em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB) Raphael Boechat, estes transtornos não têm causa objetivamente delimitada e nem forma de diagnóstico por exames clínicos específicos. “Não é como uma bactéria que se possa fazer exames que delimitem tais doenças. Em alguns casos,  fatores genéticos da pessoa podem provocar, mas há situações em que não há qualquer motivo aparente para o desenvolvimento”, disse o doutor.

 

Apesar disso, algumas causas ambientais da atualidade podem estar levando tantas pessoas a essa condição. “Sabemos que o excesso de trabalho, atividades acumuladas e o estresse do dia a dia podem levar ao desenvolvimento desse quadro”, afirmou Boechat.

 

Ele também aponta que maus hábitos alimentares podem estimular o aumento do nível de ansiedade no organismo. “Observamos que hoje muitas pessoas tomam muito café, refrigerantes que contêm cafeína, além de cigarro e tantos outros hábitos de consumo que estressam o organismo, podendo colaborar para estes distúrbios”, disse o doutor. Para ele, tão preocupante quanto isso são as consequências, já que muitos destes transtornos podem culminar com depressão, e provocar outros tipos de patologia.

 

Leia mais na edição impressa desta segunda-feira (23) do Jornal de Brasília.

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