Bruna Sensêve,
com agências
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Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que mudanças significativas ocorreram nos padrões de organização familiar do brasileiro. O Distrito Federal já é conhecido pelo primeiro lugar no ranking dos divórcios e mantém sua posição, com 4,2%, seguido do Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul, ambos com porcentagem próxima à brasiliense, 4,1%. O Censo Demográfico de 2010 também mostra um crescimento significativo das uniões consensuais. Se em 2000 eram 31,76% dos relacionamentos no DF, dez anos depois chegaram a 35,87%.
Este tipo de união se mostrou mais frequente em todas as regiões do Brasil, evidenciando uma mudança de valores culturais, concorrendo, também, para esse crescimento, os custos das celebrações dos casamentos. Ao mesmo tempo, foi registrada uma redução do número de pessoas que teve a união somente com casamento religioso, como no casamento civil e religioso.
Se os divórcios continuam uma característica da cidade, a baixa média de filhos por mulher também permanece. A taxa de fecundidade total do DF foi de 1,74, sendo a 4ª mais baixa do País, atrás apenas de São Paulo (1,67), Rio de Janeiro (1.68) e Santa Catarina (1,72). O número é menor do que o registrado em 2000 (1,96), quando o DF ocupava o 1º lugar no ranking das taxas de fecundidade mais baixas do País.
Os pesquisadores também chegaram a um envelhecimento da fecundidade, situação em que os grupos etários com até 29 anos de idade diminuem sua participação relativa, enquanto as mulheres com 30 anos ou mais de idade têm suas participações aumentadas. A Região Centro-Oeste foi a que apresentou o mais acentuado envelhecimento do padrão de fecundidade do Brasil.
educação de qualidade
Os índices brasilienses que dizem respeito à educação se destacam do restante do País. De 2000 para 2010, observou-se uma expressiva redução no percentual de pessoas que não frequentavam escola na população de 15 a 17 anos de idade, de 22,6% para 16,7%. O DF apresentou o menor percentual (11,6%) entre todas as unidades federativas nesse aspecto, sendo que o mais elevado foi o estado do Acre (22,2%), com o dobro do resultado.